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Dia Mundial do Hambúrguer: Minerva Foods revela dicas para preparar hambúrguer artesanal perfeito em casa

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Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Hambúrguer reforça a força de um dos pratos mais consumidos e versáteis da gastronomia mundial. No Brasil, o hambúrguer artesanal conquistou espaço definitivo no paladar dos consumidores, impulsionando tendências gastronômicas, novas combinações de sabores e uma valorização crescente da qualidade dos ingredientes.

Com o aumento do interesse pelo preparo caseiro, muitos consumidores passaram a buscar cortes diferenciados, técnicas mais cuidadosas e ingredientes premium para reproduzir em casa experiências semelhantes às das hamburguerias especializadas.

De olho nesse movimento, a Estância 92, marca da Minerva Foods reconhecida por cortes premium, reuniu orientações para ajudar os consumidores a prepararem um hambúrguer mais saboroso, suculento e equilibrado.

Proporção entre carne e gordura é essencial

O primeiro passo para um hambúrguer de qualidade começa na escolha da carne. Segundo a marca, a combinação ideal deve manter equilíbrio entre carne magra e gordura, responsável por garantir maciez, sabor e suculência.

A recomendação é utilizar aproximadamente 85% de carne e 15% de gordura, proporção considerada ideal para um hambúrguer mais estruturado e saboroso.

Escolha do corte influencia diretamente no sabor

O tipo de corte utilizado também impacta o resultado final. Entre os mais indicados para hambúrguer artesanal estão acém, peito, fraldinha e costela, conhecidos pelo bom equilíbrio entre sabor e textura.

Para quem busca uma experiência ainda mais marcante, cortes como picanha, costela e fraldinha podem elevar o nível do preparo, oferecendo maior intensidade de sabor e suculência.

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Moagem correta preserva textura e suculência

Outro ponto importante é a moagem da carne. Quando processada excessivamente ou moída de forma muito fina, a carne tende a perder textura e ficar compacta.

A orientação é optar por moagem média ou grossa, preservando a estrutura da carne e favorecendo a retenção dos sucos naturais durante o preparo.

Além disso, especialistas recomendam manipular a carne o mínimo possível durante a modelagem dos discos. Pressionar excessivamente o hambúrguer pode comprometer a suculência e alterar a textura final.

Temperatura alta garante selagem perfeita

No preparo, a temperatura da chapa, grelha ou frigideira faz toda a diferença. A superfície deve estar bem quente para proporcionar uma selagem eficiente, formando uma crosta externa saborosa enquanto o interior permanece macio e suculento.

Outro cuidado importante é evitar virar o hambúrguer diversas vezes. O ideal é manter contato contínuo com a superfície quente pelo tempo necessário para desenvolver sabor e textura adequados.

Para atingir o ponto ideal, a recomendação é selar o hambúrguer entre dois e três minutos de cada lado em fogo alto para obter carne ao ponto ou levemente rosada no centro. Já quem prefere hambúrguer bem passado pode aumentar o tempo para cerca de quatro minutos por lado.

Complementos equilibrados valorizam a experiência

Além da carne, os acompanhamentos também exercem papel importante na experiência gastronômica. Pães de qualidade levemente tostados, vegetais frescos, bacon crocante e cebola caramelizada ajudam a complementar o preparo sem tirar o protagonismo da carne.

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Segundo a Estância 92, o equilíbrio entre todos os ingredientes é o grande diferencial de um hambúrguer artesanal de alta qualidade.

Tamanho ideal ajuda no preparo perfeito

Para garantir melhor resultado, a recomendação é que o hambúrguer tenha entre 100 e 160 gramas, aproximadamente 12 centímetros de diâmetro e cerca de dois centímetros de altura.

Outro detalhe importante é retirar a carne da geladeira ou freezer entre 15 e 20 minutos antes do preparo, permitindo maior uniformidade no cozimento.

Após o preparo, o ideal é deixar o hambúrguer descansar por até dois minutos antes da montagem do sanduíche, prática semelhante à utilizada em cortes de churrasco e que contribui para preservar os sucos e intensificar o sabor.

“Mais do que um prato popular, o hambúrguer se tornou uma experiência gastronômica que reúne criatividade, qualidade e momentos de conexão. No Dia Mundial do Hambúrguer, queremos incentivar os consumidores a explorarem diferentes cortes, técnicas e combinações para transformar o preparo em casa em uma grande celebração”, destaca Daniela Arantes, Head Global de Marketing e Comunicação da Minerva Foods.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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