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Diálogo entre MPMT e Fiemt reforça estratégias para o terceiro setor

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 26ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Especializada em Fazenda Pública e Fundações Privadas, participou nesta segunda-feira (09.02) de uma reunião institucional com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC).Segundo o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, o encontro teve como objetivo ampliar o diálogo com o setor produtivo sobre o papel estratégico das fundações privadas para o desenvolvimento social e econômico do estado.Recebido pelo presidente da Fiemt e do MMTC, Silvio Rangel, o promotor apresentou diagnósticos e oportunidades relacionadas ao modelo brasileiro de fundações, ressaltando que essas entidades têm potencial para atuar muito além da filantropia tradicional. Também participou da reunião a gerente do Observatório de Mato Grosso, Vanessa Gasch.O promotor de Justiça destacou a importância de desmistificar a visão limitada sobre as fundações privadas e de aproximar o setor produtivo das possibilidades legais e institucionais para a criação ou modernização dessas estruturas.“Ainda há pouco entendimento sobre a vocação das fundações. Elas possuem grande capacidade de inovação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e podem atuar de forma complementar e estratégica ao poder público. Quando bem estruturadas e com governança sólida, tornam-se instrumentos capazes de transformar realidades e atrair investimentos”, afirmou Renee do Ó Souza.O promotor também reforçou que a prestação de contas é muitas vezes percebida como um desafio e deve ser vista como ferramenta de fortalecimento institucional. “Transparência e rigor técnico trazem credibilidade, e credibilidade atrai parceiros. É um elemento de profissionalização, não um entrave”, completou.Para o presidente da Fiemt, o diálogo com o Ministério Público chega em momento oportuno, especialmente diante do movimento do setor industrial em busca de modelos mais modernos de impacto social e parcerias estruturantes. Ele confirmou ainda a participação da instituição no Encontro Estadual do 3º Setor, que será promovido pelo MPMT no dia 06 de março de 2026, na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.Ao longo da reunião, foram mencionados exemplos nacionais e internacionais de fundações eficientes, ligadas a universidades e centros de pesquisa, capazes de celebrar contratos, desenvolver tecnologias e reduzir custos operacionais tanto para empresas quanto para governos. Também foram discutidas oportunidades de intercâmbio e capacitação.Agenda contínua – a reunião com a Fiemt integra uma série de ações que a 26ª Promotoria de Justiça vem promovendo para aproximar o Ministério Público de entidades da sociedade civil organizada e qualificar o debate sobre governança, transparência e impacto social em Mato Grosso.No dia 29 de janeiro, o promotor Renee do Ó Souza se reuniu com lideranças do Sistema S do Comércio, na sede da Fecomércio-MT, para alinhar iniciativas conjuntas e discutir estratégias de fortalecimento institucional das organizações do terceiro setor.Um dia antes, em 28 de janeiro, a Promotoria realizou um encontro com representantes de dezenas de associações de Cuiabá e Várzea Grande, no Auditório das Promotorias de Justiça. O objetivo foi ampliar o diálogo, esclarecer atribuições legais e estimular a integração entre as entidades, reforçando o papel do MPMT como órgão fiscalizador, mas também como agente de apoio e orientação técnica.Já no dia 27 de janeiro, o Ministério Público promoveu reunião com Rotary Clubs, Lions Clubs e a Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno (ADHONEP) de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, avançando no debate sobre profissionalização e sustentabilidade das organizações sociais.Com informações da assessoria da Fiemt
Fotos: Fiemt

Fonte: Ministério Público MT – MT

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FloreSer alcança 1.286 alunos e muda percepção de jovens sobre violência

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O projeto FloreSer finalizou, na última semana, as rodas de conversa na Escola Estadual Professor Welson Mesquita, localizada no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Entre março e abril, 284 estudantes participaram das atividades, que abordaram temas relacionados à violência doméstica e familiar, incluindo machismo, misoginia, abuso nas relações e suas consequências, que podem culminar em diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, inclusive o feminicídio.No mesmo período, o projeto contemplou 1.286 estudantes de escolas públicas e privadas da capital. Entre os resultados observados, destaca-se o fato de que os alunos passaram a reconhecer sinais de abuso, manipulação, controle e ciúme em seus relacionamentos, antes frequentemente naturalizados.Também foram realizados atendimentos e esclarecimentos individuais, além de relatos de alunas que, após as discussões, compartilharam situações vivenciadas por elas ou por familiares, recebendo orientações sobre as medidas cabíveis. Houve, ainda, intervenção direta junto a professoras em situação de violência doméstica, com os devidos encaminhamentos e suporte. As rodas de conversa foram realizadas simultaneamente em turmas com cerca de 25 estudantes por sala.A temática “Violência nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar” é trabalhada por profissionais do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público, inserida no eixo da prevenção primária. A iniciativa busca conscientizar os jovens sobre os diversos tipos de violência, evitando sua reprodução nas relações afetivas, além de promover mudanças comportamentais e fomentar uma cultura de respeito às mulheres.Estudante da Escola Welson Mesquita, João Paulo Gonçalves Nascimento, de 16 anos, participou pela primeira vez de uma roda de conversa sobre violência contra mulheres e meninas e avaliou positivamente a experiência. “Isso ajuda a evitar conflitos e problemas no futuro. Já tive um relacionamento que não deu certo. Se eu soubesse dessas coisas antes, talvez tivesse sido diferente”, relatou.Para ele, compreender as relações envolve respeitar a parceira, seus espaços, limites e escolhas. “Mesmo que você não goste de uma pessoa, é preciso respeitar”, afirmou.A colega de classe, Valquíria Bernardes, também de 16 anos, estudante do 2º ano C, compartilhou uma experiência pessoal, destacando como o ciúme afetou seu relacionamento. “Eu proibia ele de falar com algumas amigas antigas. Antes, eu pensava que amiga de homem era só mãe e namorada. Com o tempo, percebi que tanto mulheres quanto homens têm o direito de manter amizades”, refletiu.Segundo ela, discutir sinais de abuso nas relações ajuda os adolescentes a reconhecer comportamentos inadequados e contribui para a construção de relações mais saudáveis no futuro.A coordenadora pedagógica da escola, Maria Osvaldita da Silva, afirmou que o projeto possibilitou aos alunos uma compreensão mais ampla da violência contra a mulher, para além da forma física, incluindo também as dimensões psicológica, verbal e emocional. “Alguns estudantes relataram situações vivenciadas ou presenciadas, o que demonstra que o tema faz parte da realidade de muitos. Por isso, precisa ser tratado com responsabilidade e acolhimento no ambiente escolar”, avaliou.Ela também destacou mudanças percebidas após as rodas de conversa. “Muitos alunos relataram que não tinham clareza sobre o que caracteriza a violência e que, agora, conseguem identificar situações que antes consideravam ‘normais’. Outros ressaltaram a importância de ter um espaço seguro para dialogar sobre esses temas”, concluiu.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do projeto, destacou que o FloreSer foi pensado para as novas gerações. “Precisamos investir na educação, que é um pilar essencial para a mudança. A violência contra a mulher não é uma criminalidade comum, tampouco simples de ser enfrentada. Não depende apenas de leis ou punições, mas de uma integração entre todas as instituições. É fundamental que toda a sociedade atue de forma conjunta, tanto por meio de investimentos em segurança pública quanto em educação”, afirmou.Ainda nessa perspectiva, a promotora ressaltou que o Ministério Público atua em diferentes frentes de prevenção. “Buscamos a responsabilização dos agressores, mas também desenvolvemos projetos preventivos, especialmente nas escolas, com crianças e adolescentes. Além disso, é fundamental envolver os homens nesse debate. Não basta discutir apenas com as mulheres; é preciso que os homens compreendam sua responsabilidade, não apenas como possíveis agressores, mas como parceiros na promoção da prevenção e da conscientização. Eles também devem contribuir para disseminar a cultura da não violência e combater práticas sociais de misoginia que incentivam novas agressões”, completou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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