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Diesel S-10 cai 0,4% nos postos do Brasil com recuo do petróleo, aponta Ticket Log

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O preço do diesel S-10 registrou queda de 0,4% na semana encerrada em 20 de junho no Brasil, sendo comercializado a uma média de R$ 7,18 por litro. O movimento reflete o recuo das cotações internacionais do petróleo e derivados após a assinatura de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã.

Os dados foram divulgados pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha a evolução dos combustíveis nos postos de abastecimento do país.

Diesel comum também recua 1% na semana

O levantamento aponta que o diesel comum apresentou queda ainda mais intensa no período, recuando 1%, com preço médio de R$ 6,95 por litro.

A pesquisa considera os abastecimentos realizados em cerca de 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log em todo o Brasil.

Segundo o estudo, a reação dos preços nas bombas ocorreu de forma praticamente imediata após a melhora no cenário internacional.

Alívio no mercado global pressiona combustíveis para baixo

De acordo com o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, o acordo entre Estados Unidos e Irã trouxe impacto direto sobre o mercado de energia.

“A assinatura do acordo de paz trouxe um alívio imediato e muito aguardado ao mercado global e, consequentemente, às bombas no Brasil”, afirmou.

Com a perspectiva de retomada das exportações de petróleo iraniano e redução das tensões no Estreito de Ormuz, o mercado passou a precificar um cenário de maior estabilidade, o que resultou em ajustes de baixa nos derivados, especialmente no diesel.

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Combustíveis ainda não retornaram aos níveis anteriores ao conflito

Apesar da queda recente, o levantamento destaca que os preços ainda permanecem acima dos patamares registrados antes da escalada das tensões geopolíticas.

Na comparação entre o início do conflito (1º a 7 de março) e o período pós-acordo (14 a 20 de junho), os combustíveis ainda acumulam alta:

  • Diesel comum: +10,27% (de R$ 6,33 para R$ 6,98)
  • Diesel S-10: +13,22%
  • Gasolina: +5,42%
Perspectiva: mercado segue sensível a fatores internacionais

O comportamento dos preços dos combustíveis segue altamente dependente do cenário global do petróleo, com volatilidade associada a conflitos geopolíticos e decisões de produção dos grandes exportadores.

Apesar do recuo recente, especialistas indicam que o mercado ainda opera em ambiente de cautela, com ajustes frequentes conforme novas sinalizações de oferta e demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil caminha para produzir 16 milhões de toneladas de frango

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A avicultura brasileira deve superar pela primeira vez a marca de 16 milhões de toneladas de carne de frango em 2026, ao mesmo tempo em que amplia exportações e recupera mercados afetados pela influenza aviária no ano passado. O crescimento aumenta a responsabilidade dentro das granjas: uma falha sanitária localizada pode produzir consequências comerciais para uma cadeia que vende seus produtos a mais de 150 países.

As projeções mais recentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam produção entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas neste ano. Se alcançar o limite superior, o Brasil produzirá 5,6% mais que as 15,289 milhões de toneladas registradas em 2025.

O País já é o maior exportador mundial e o terceiro maior produtor de carne de frango. Para 2026, os embarques podem alcançar 5,875 milhões de toneladas, crescimento de até 10,3% sobre as 5,324 milhões de toneladas exportadas no ano passado.

A recuperação ficou evidente nos números recentes. Somente em julho, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango, aumento de 29,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram 3,455 milhões de toneladas, crescimento de 15,2%.

Parte dessa forte variação, entretanto, decorre de uma base de comparação atípica. Em 2025, o primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira levou importantes compradores a suspender temporariamente as importações.

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O episódio foi registrado no Rio Grande do Sul e rapidamente controlado, mas demonstrou como um problema sanitário em uma única propriedade pode ultrapassar os limites da granja e atingir frigoríficos, exportadores e produtores de diferentes regiões do País.

Mercados importantes que haviam adotado restrições retomaram as compras. Em julho deste ano, a China voltou a ocupar a primeira posição entre os destinos do frango brasileiro, com 70,5 mil toneladas. A União Europeia comprou 36,8 mil toneladas no mês. Ambos estavam fechados ao produto brasileiro no mesmo período de 2025.

É nesse cenário que a ABPA voltou a reforçar, durante a campanha do Dia do Avicultor, comemorado na sexta-feira (28.08), a necessidade de manutenção permanente das medidas de biosseguridade nas propriedades.

Entre os cuidados estão o controle de entrada de pessoas e veículos, higienização de equipamentos, restrição da circulação dentro das granjas, acompanhamento constante das aves e comunicação imediata aos órgãos de defesa sanitária diante de qualquer suspeita.

Para o produtor, biosseguridade deixou de representar apenas proteção do próprio plantel. O status sanitário brasileiro influencia diretamente a abertura e a manutenção de mercados e, consequentemente, a demanda das agroindústrias pelos animais produzidos no campo.

A dimensão econômica explica a preocupação. Somente a produção brasileira de carne de frango gerou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 112,6 bilhões em 2025.

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E a expansão não ocorre apenas na produção de carne. O Brasil também deverá produzir até 64,8 bilhões de ovos em 2026, crescimento de 4,1% sobre os 62,253 bilhões registrados no ano passado.

O consumo interno acompanha esse movimento. A estimativa é de que cada brasileiro consuma, em média, 48,1 quilos de carne de frango neste ano, ante 46,7 quilos em 2025. No caso dos ovos, o consumo deve passar de 288 para 301 unidades por habitante.

As primeiras projeções para 2027 apontam continuidade do crescimento. A produção de carne de frango pode chegar a 16,6 milhões de toneladas e a de ovos, a 66,5 bilhões de unidades.

O avanço reforça a importância econômica da avicultura, mas também aumenta a exposição do setor a problemas sanitários. Depois do alerta de 2025, o desafio é crescer sem permitir que a expansão do número de aves e da produção seja acompanhada por aumento do risco sanitário.

Para o avicultor, essa vigilância começa na porteira. Em uma cadeia cada vez mais dependente do comércio internacional, procedimentos rotineiros de biosseguridade dentro de cada granja ajudam a proteger não apenas os próprios animais, mas o acesso de toda a produção brasileira aos mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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