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Distribuidoras associadas à Andav faturam R$ 167 bilhões em 2024, com crescimento e avanços tecnológicos

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O mercado de distribuição de insumos agropecuários movimentou R$ 167 bilhões em 2024, conforme dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição divulgada pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pesquisa foi parcialmente apresentada no dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e abrange mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

Faturamento detalhado por segmentos

Do total de R$ 167 bilhões, o segmento de insumos representou R$ 104 bilhões; a comercialização de grãos, R$ 36 bilhões; e máquinas, serviços e outros setores, R$ 27 bilhões.

Setor maduro e em expansão

Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav, e Christiane Sales, gerente de Inteligência de Mercado, destacaram a maturidade do mercado, com 77% das distribuidoras atuando há mais de 11 anos. O setor está presente em mais de mil cidades brasileiras e conta com mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados. Além disso, o segmento segue crescendo com investimentos contínuos em tecnologia, infraestrutura e abertura de novas unidades.

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Principais culturas e segmentos

A soja lidera como principal cultura com 49% do foco, seguida pelo milho, com 20%. Entre os produtos comercializados, os defensivos químicos correspondem a 41% do volume, fertilizantes de solo a 24% e sementes a 20%.

Expansão da infraestrutura e adoção de tecnologia

Em relação à infraestrutura, o número de lojas aumentou 4,9% em comparação com janeiro de 2024. A pesquisa indica que 43% dos distribuidores planejam expandir suas operações nos próximos três anos, com a abertura prevista de 551 novas unidades. No campo tecnológico, o uso de inteligência artificial (IA) pelas empresas cresceu 89% em relação a 2023.

Impacto social e econômico do setor

O setor emprega diretamente 46 mil colaboradores e está presente em todas as regiões do Brasil, contribuindo significativamente para o desenvolvimento econômico local e a difusão de tecnologias no campo. A pesquisa revela que 45% dos associados aumentaram o quadro de funcionários.

Compromisso com práticas ESG

No âmbito ambiental, social e de governança (ESG), 80% das empresas associadas realizaram ações de responsabilidade ambiental, 74% desenvolveram iniciativas sociais e 83% contam com planejamento estratégico definido para suas operações.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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