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Diversidade genética da berinjela abre caminho para variedades mais resistentes e adaptáveis

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Conjunto genético da berinjela é totalmente mapeado

Pesquisadores anunciaram a publicação do conjunto completo de genes e características agronômicas da berinjela, em um estudo que durou oito anos. O trabalho amplia o conhecimento sobre a capacidade de adaptação do cultivo a diferentes ambientes, fator estratégico diante das mudanças climáticas e da necessidade de variedades mais resilientes.

A pesquisa se baseou em uma coleção global de mais de 3.400 variedades, cultivadas e silvestres, permitindo identificar diferenças no desenvolvimento, evolução e desempenho da espécie em condições variadas.

Colaboração internacional e recursos de livre acesso

O estudo foi conduzido por uma colaboração internacional, incluindo o Instituto Nacional para a Pesquisa Agronômica da França (INRAE). Foram mapeadas mais de 20 mil famílias de genes e 218 características agronômicas, como resistência à marchitez fúngica, tolerância à seca e capacidade antioxidante dos frutos.

O conjunto genético, disponibilizado de forma aberta, oferece recursos valiosos para programas de melhoramento interessados em desenvolver variedades adaptadas a condições locais, promovendo avanços no uso agrícola da berinjela. Os resultados foram publicados na Nature Communications.

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Variedades analisadas e adaptação a diferentes ambientes

A equipe examinou 368 variedades representativas da diversidade global da espécie, além de duas ancestrais silvestres. O estudo combinou sequenciamento completo do genoma com observações em campo, avaliando resistência a doenças, tolerância à seca e características do fruto.

Os ensaios ocorreram em espaços com diferentes condições ambientais na Espanha, Itália e Turquia, revelando que algumas características são universais, enquanto outras aparecem apenas em ambientes específicos, destacando a influência do clima e do manejo agrícola.

Os pesquisadores identificaram 16.300 famílias de genes essenciais, presentes em todas as variedades, e 4.000 genes opcionais, que contribuem para a variabilidade e potencial adaptativo da espécie.

Impactos para agricultura e melhoramento de cultivares

Segundo os cientistas, o mapeamento completo da berinjela representa uma ferramenta estratégica para programas de melhoramento, permitindo o desenvolvimento de cultivares com maior produtividade, resistência a doenças e capacidade de adaptação a diferentes climas, reforçando a segurança alimentar e a sustentabilidade do cultivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF investe US$ 70 milhões e amplia complexo industrial no Uruguai com foco em exportação de carne bovina

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A MBRF, uma das maiores empresas globais do setor de alimentos, anunciou a ampliação de seu complexo industrial em Tacuarembó, no norte do Uruguai, com investimento de US$ 70 milhões. O projeto consolida o modelo industrial integrado já adotado no Brasil e reforça a estratégia de expansão em produtos de maior valor agregado, voltados ao mercado internacional de proteínas.

Expansão industrial e aumento de capacidade produtiva

A ampliação da unidade representa um avanço significativo na escala produtiva da companhia no país. A linha de industrializados é um dos principais destaques do projeto: a produção de hambúrgueres salta de 200 para 900 toneladas mensais, o equivalente a cerca de 500 mil unidades por dia, um crescimento de 350%.

No abate de bovinos, a capacidade também foi ampliada, passando de 900 para 1.400 animais por dia, um aumento de aproximadamente 40%. Com isso, o complexo de Tacuarembó se consolida como o maior centro de abate bovino do Uruguai.

A infraestrutura industrial também foi reforçada com a expansão das câmaras de pré-resfriamento, que passam de 1.800 para 2.800 animais, além da implantação de um novo túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas.

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Segundo Marcos Molina, chairman da MBRF, o modelo adotado garante ganhos operacionais relevantes.

“Esse modelo industrial nos permite operar com maior escala, eficiência, segurança e padronização, ampliando a capacidade de atender múltiplos mercados com qualidade e agilidade”, afirmou.

Mercado externo e estratégia global de exportação

A produção da unidade uruguaia será destinada tanto ao mercado interno quanto ao comércio internacional, com embarques para destinos estratégicos como Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

Com a ampliação, a MBRF reforça sua relevância no comércio exterior do Uruguai, respondendo por cerca de 30% das exportações de carne bovina do país.

O CEO da companhia, Miguel Gularte, destacou a importância estratégica da operação.

“O Uruguai é um mercado reconhecido pela qualidade sanitária e acesso a mercados internacionais. Esses fatores fortalecem nossa competitividade e o compromisso de longo prazo com o país”, afirmou.

Emprego e impacto econômico regional

A expansão também terá impacto direto na economia local, com a geração de 570 novos postos de trabalho. Com isso, o complexo passa a empregar cerca de 2.270 trabalhadores diretos, fortalecendo a cadeia produtiva regional no norte uruguaio.

Além disso, a MBRF mantém programas de certificação com produtores parceiros, ampliando a oferta de carne bovina certificada para mercados exigentes ao redor do mundo.

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Produção sustentável e economia circular

O projeto industrial incorpora práticas de sustentabilidade e eficiência ambiental. A unidade conta com uma planta de tratamento de efluentes, responsável pelo processamento da água e resíduos sólidos antes do retorno ao meio ambiente.

Outro destaque é a adoção de aerogeradores para geração de energia renovável, que devem representar cerca de 10% do consumo total da planta.

Também foi implantada uma unidade de produção de farinha de sangue, com capacidade de 100 toneladas mensais, reforçando práticas de economia circular ao reaproveitar subprodutos do processo industrial.

Liderança consolidada no Uruguai

Com cerca de 20 anos de atuação no país, a MBRF consolidou uma operação integrada no Uruguai, que inclui abate, confinamento (feedlot), processamento, logística e escritório comercial.

A marca Sadia detém aproximadamente 70% de participação no mercado uruguaio, refletindo a consolidação da empresa junto ao consumidor local e a forte presença na cadeia de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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