Turismo

Do Piauí ao Ceará, a Trilha Caminhos da Ibiapaba revela paisagens e histórias

Publicado

A Trilha Caminhos da Ibiapaba se consolidou como uma importante rota de turismo no Nordeste brasileiro. Ligando os municípios de Piracuruca (PI) e Ubajara (CE), o percurso de longo curso atravessa áreas de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, conectando paisagens naturais, comunidades tradicionais e unidades de conservação em uma experiência que reúne aventura, história e conservação ambiental.

Com 164 quilômetros de extensão, divididos em oito trechos, a trilha pode ser percorrida a pé ou de bicicleta ao longo de aproximadamente cinco dias. O trajeto passa por seis municípios – Piracuruca, Brasileira e São João da Fronteira, no Piauí, além de Ubajara, Tianguá e Ibiapina, no Ceará — em uma região marcada pela transição de biomas e pela diversidade de ecossistemas.

Uma trilha pela história

Mais do que um roteiro turístico, a Trilha Caminhos da Ibiapaba resgata um importante capítulo da história regional. Seu traçado foi inspirado na antiga rota dos mercadores que transportavam produtos do Ceará, atravessavam o Piauí e seguiam em direção ao Maranhão. Ao longo do percurso, os visitantes passam por comunidades que preservam casarios históricos do século 17, além de açudes e reservatórios que ajudaram a moldar a ocupação do território ao longo dos séculos.

Leia mais:  Ministério do Turismo apresenta ações de proteção e inclusão no 10º Encontro Nacional da Pastoral do Turismo

A caminhada também oferece contato direto com a riqueza hídrica da região. Rios como Jenipapo, Piracuruca, Pejuaba e Jaburu integram a paisagem, reforçando o caráter contemplativo da experiência e a conexão entre natureza e cultura, que marca a trilha.

A trilha ainda conecta três importantes unidades de conservação: o Parque Nacional de Sete Cidades, o Parque Nacional de Ubajara e a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba. Juntas, essas áreas formam um relevante corredor ecológico, ampliando as oportunidades para o turismo sustentável e fortalecendo as estratégias de preservação ambiental.

O símbolo do caminho é a guariba-da-caatinga, escolha que busca destacar a importância da conservação da biodiversidade regional e sensibilizar os visitantes sobre a presença de espécies ameaçadas de extinção na região.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Parque Nacional da Serra dos Órgãos: santuário de montanhas, cachoeiras e biodiversidade no estado do Rio de Janeiro

Publicado

Encravado entre as imponentes montanhas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é um dos destinos mais atrativos do país para quem busca ecoturismo e aventura. Dividida entre os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé, a unidade protege um total de 19.855 hectares, preservando a paisagem e a biodiversidade da Serra do Mar, no território fluminense.

Criado em 1939, trata-se do terceiro parque nacional mais antigo do Brasil, representando um marco fundamental na história das unidades de conservação ambiental nacionais. Além da relevância histórica, o destino é um dos melhores locais do território brasileiro para a prática de esportes de montanha, reunindo opções de caminhada, escalada, rapel e banhos em cachoeiras e piscinas naturais.

Para os amantes do trekking, as caminhadas de longa duração, o parque ostenta a maior rede de trilhas do Brasil, somando mais de 200 quilômetros de percursos com todos os níveis de dificuldade. As opções vão desde a trilha suspensa, acessível a cadeirantes, até a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um clássico do ramo, com 30 km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

Leia mais:  Dia Mundial do Turismo: os destinos favoritos dos brasileiros

A unidade também é considerada a capital do montanhismo brasileiro. Entre as centenas de vias de escalada disponíveis – que atendem de iniciantes a praticantes de subida em paredões – destacam-se a Agulha do Diabo e o lendário Dedo de Deus, pico que é tido como o marco inicial da escalada no país.

Toda essa imponência rochosa é cercada por uma riqueza natural sem igual. O parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, além de 462 espécies de aves, 100 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis. Esse refúgio de vida silvestre protege 130 animais ameaçados de extinção e diversas espécies que só existem nessa região do planeta.

Como chegar

A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é a Região Serrana do Rio de Janeiro. Partindo da capital fluminense, o acesso às sedes da unidade de Teresópolis e Guapimirim é feito principalmente pela rodovia BR-116. Já o acesso à sede de Petrópolis pode ser feito pela BR-040, seguindo em direção ao distrito de Corrêas.

Leia mais:  Gastronomia paraense ganha palco na grande conferência mundial do clima

Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o acesso de veículos se restringe às áreas administrativas e às portarias. A exploração dos atrativos é feita a pé ou por meio de caminhadas e escaladas orientadas, garantindo a segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana