Política Nacional

Doença de Alzheimer é tema de audiência pública na CDH nesta quinta

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove nesta quinta-feira (25), a partir das 9h, uma audiência pública interativa para debater o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro. O debate tem objetivo de discutir as condições de vida e o atendimento das pessoas com demência, em especial diante do crescimento do número de casos associado ao envelhecimento da população.

O requerimento para o debate (REQ 59/2025 – CDH) foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Durante o evento, será lançada a Cartilha sobre a Lei 14.878. A lei, de 2024, institui a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com doença de Alzheimer e outras demências. A cartilha tem orientações práticas fornecidas pelo Ministério da Saúde.

A audiência foi sugerida pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), entidade fundada em 1991 para atuar na defesa dos direitos e na promoção da qualidade de vida de pessoas com esse e outros tipos de demência. O evento reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas de cuidado integral e de ampliar a conscientização da sociedade sobre os desafios impostos pela doença.

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Foram convidados para a audiência:

  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde; 
  • Márcia Helena Carvalho Lopes, ministra das Mulheres;
  • Alexandre da Silva, secretário nacional da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania;
  • Deputada federal Érika Kokai, da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados;
  • Celene Queiroz Pinheiro de Oliveira, médica geriatra e presidente da ABRAz Nacional;
  • Silvana Poltronieri Lamerns, presidente em Exercício da ABRAz Rio Grande do Sul; 
  • Elaine Mateus, presidente da Federação Brasileira das Associações de Alzheimer e doutora em linguística aplicada; 
  • Leandro Minozzo, médico geriatra, professor e idealizador da Lei 14.878; e
  • Andrea Bento, representante da instituição Colabore com o Futuro.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.

Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.

Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.

O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.

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A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.

A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.

O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.

Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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