Agro News

Dólar abre em alta e bolsa oscila enquanto guerra no Oriente Médio e preços do petróleo dominam o mercado financeiro

Publicado

Dólar sobe em meio a tensão internacional

O dólar comercial abriu em alta nesta sexta‑feira (20) frente ao real, com os investidores monitorando de perto a escalada da guerra no Oriente Médio e os impactos sobre os preços do petróleo e a inflação global. Embora os números oficiais de fechamento da manhã ainda não tenham sido divulgados, o dólar já vinha sendo negociado acima de R$ 5,30 em sessões recentes, refletindo aversão ao risco no cenário externo e pressões sobre moedas emergentes. 

A valorização da moeda americana ocorre em meio a preocupações de que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã possa interromper fluxos de energia e elevar ainda mais os preços do petróleo no mercado mundial — um fator que tende a pressionar o câmbio e elevar a inflação global. 

Ibovespa mostra volatilidade com influência de commodities

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem apresentado oscilações nas últimas sessões. Na quinta‑feira (19), o índice fechou em alta de 0,35% aos 180.270,62 pontos, impulsionado por ações de setores ligados a commodities e pelo movimento de correção após quedas anteriores na semana. 

Leia mais:  Preços do boi gordo despencam com oferta em alta e põe setor em alerta

No entanto, o desempenho do índice segue sensível à evolução dos preços do petróleo e ao sentimento de risco dos investidores. 

Impactos da política monetária e inflação no Brasil

No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de redução da taxa Selic, recuando de 15% para 14,75% ao ano recentemente. A medida foi tomada em meio a preocupações com a inflação puxada pelos preços elevados do petróleo — consequência direta da incerteza geopolítica — e com o impacto desse aumento de custo sobre os serviços e produtos. 

O Ministério da Economia também ajustou projeções de inflação para 2026, apontando que os choques nos preços de energia podem elevar as expectativas de inflação, apesar de o crescimento econômico seguir estável. 

Indicadores acumulados no mês e no ano

Na semana, o dólar apresentava leve desvalorização frente ao real, acumulando queda de cerca de 1,86%, segundo dados mais recentes de mercado. No acumulado do mês, a moeda americana subiu cerca de 1,58%, enquanto no ano registrava queda de aproximadamente 4,98% antes da abertura desta sexta‑feira.

Leia mais:  USDA projeta corte na produção e estoques finais de milho dos EUA para a safra 2025/26

Já o Ibovespa acumulava alta de 1,47% na semana, mas permanecia em queda no mês (‑4,51%) e com valorização no ano (+11,88%), reflexo das oscilações nas ações de grandes empresas brasileiras e no humor dos mercados globais.

Fatores externos seguem como principais motores

Analistas destacam que os preços do petróleo e as tensões geopolíticas continuam sendo os principais determinantes do comportamento do câmbio e da bolsa brasileira nesta sexta‑feira. A aversão ao risco no exterior fortalece a moeda americana, enquanto as ações ligadas a commodities energéticas podem ganhar tração na bolsa, dependendo das ações futuras de governos e bancos centrais.

O mercado segue atento às próximas rodadas de decisões de política monetária nos Estados Unidos, Europa e Japão, bem como aos desdobramentos da crise no Oriente Médio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

Publicado

O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

Leia mais:  Preços do boi gordo despencam com oferta em alta e põe setor em alerta

A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

Leia mais:  Exportações brasileiras de milho, soja e farelo crescem e batem novas projeções da Anec para novembro

A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana