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Dólar abre estável e Ibovespa avança enquanto mercado aguarda cortes de juros no Brasil

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Dólar opera estável após decisão do Banco Central

O dólar iniciou esta quinta-feira (11) praticamente estável ante o real, cotado a R$ 5,4674 na venda às 9h02, após o comunicado do Banco Central (BC) na véspera não indicar claramente o início do ciclo de cortes da Selic, atualmente em 15% ao ano.

O contrato de dólar futuro para janeiro, o mais líquido da B3, recuava 0,11%, sendo negociado a R$ 5,4905. No exterior, a moeda norte-americana apresentou sinais mistos frente às principais divisas, enquanto o índice do dólar caía 0,11%, a 98,473 pontos, refletindo um ambiente global de juros ainda restritivos.

BC mantém Selic e deixa prazo para cortes em aberto

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano e descreveu a estratégia de juros “por período bastante prolongado” como adequada para garantir a convergência da inflação à meta. O comunicado não definiu se os cortes começarão em janeiro ou março, deixando margem de interpretação ao mercado.

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Segundo especialistas, a ausência de um guidance explícito não descarta início de cortes já em janeiro, mas reforça que as condições podem favorecer a primeira redução apenas a partir de março.

“Entendemos que isso deve esvaziar as apostas do mercado pelo início do ciclo de cortes de juros em janeiro. Nossa opinião é de que as condições para o início não estarão dadas antes de março”, afirmou Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management.

Cenário internacional e diferencial de juros

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve sua taxa entre 3,50% e 3,75%, com um corte de 25 pontos-base na última quarta-feira, conforme esperado pelo mercado. O diferencial de juros entre Brasil e EUA tem ajudado a segurar o dólar em patamares mais baixos frente ao real, apesar de fatores políticos locais, como a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026, exercerem alguma pressão sobre a moeda.

Mercado financeiro brasileiro em foco

O Ibovespa abriu em leve alta, acompanhando um bom momento para ações no Brasil, impulsionado por expectativas de juros e dados econômicos. Por volta das 10h, o índice operava em alta, seguindo a recuperação vista na véspera, quando fechou com +0,69%, aos 159.075 pontos.

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Indicadores acumulados:

  • Dólar: semana +0,66%; mês +2,50%; ano -11,51%.
  • Ibovespa: semana +1,08%; mês 0%; ano +32,25%.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial, rolando vencimentos de 2 de janeiro, movimentação que reforça a liquidez e a estabilidade do câmbio.

Perspectivas para investidores

Analistas destacam que o mercado permanece atento às decisões de juros no Brasil e nos EUA, novos dados econômicos e o cenário político, que influenciam diretamente a dinâmica do câmbio e da bolsa. O equilíbrio do dólar e a valorização do Ibovespa indicam que investidores buscam estabilidade em meio à indefinição sobre o início do ciclo de cortes da Selic.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo dispara no mercado interno e em Chicago com oferta restrita no Sul e expectativa de compras da China

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O mercado de trigo segue aquecido no Brasil e no exterior, sustentado por problemas de oferta, demanda firme e movimentos internacionais que reforçam a valorização do cereal. No Sul do país, a escassez de trigo de qualidade mantém os preços elevados e limita os negócios, enquanto na Bolsa de Chicago as cotações dispararam mais de 4% diante da expectativa de aumento das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado brasileiro continua operando com oferta restrita de trigo de melhor padrão industrial, especialmente no Rio Grande do Sul, cenário que tem levado moinhos a disputar lotes de qualidade superior e até ampliar o interesse por trigo branqueador.

No mercado internacional, o trigo ganhou força após o anúncio de um novo acordo agrícola entre Estados Unidos e China, que prevê compras chinesas mínimas de US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. O movimento aumentou o apetite dos investidores pelas commodities agrícolas e fortaleceu as cotações em Chicago.

Trigo de qualidade escasso mantém preços firmes no Sul

No Rio Grande do Sul, os moinhos seguem enfrentando dificuldades para encontrar trigo de qualidade superior disponível no mercado. Para lotes considerados premium, os negócios chegaram a R$ 1.500 por tonelada CIF, com pagamento em até 45 dias.

Apesar da recente queda do dólar ter reduzido em cerca de R$ 20 por tonelada os preços no porto gaúcho, a demanda por importação não sofreu alterações significativas. O receio em relação à qualidade de parte do trigo argentino tem levado compradores a pagar mais pelo produto nacional considerado mais seguro em termos industriais.

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A procura por trigo branqueador também aumentou nas últimas semanas, com registro de volumes relevantes negociados. Enquanto as coberturas de maio já estão completas, o abastecimento para junho estaria aproximadamente 50% fechado.

Na safra nova, surgiram referências pontuais de R$ 1.250 por tonelada CIF porto e R$ 1.100 no interior gaúcho, embora os vendedores ainda resistam aos valores ofertados. Aproximadamente 40 mil toneladas já foram negociadas antecipadamente entre moinhos e operações de exportação.

O setor também observa preocupação com a próxima safra gaúcha. A expectativa é de redução superior a 25% na área plantada, acompanhada por corte de até 60% nos investimentos em adubação, fator que pode impactar diretamente a produtividade e a qualidade do cereal.

No mercado físico, os preços seguem em alta. Em Panambi, por exemplo, o valor de balcão avançou para R$ 63 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade e Paraná opera lentamente

Em Santa Catarina, o mercado permanece mais equilibrado em comparação aos demais estados do Sul. O estado recebe ofertas tanto da produção local quanto de trigo vindo do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Os preços do trigo catarinense subiram para o piso de R$ 1.350 por tonelada FOB. Já as ofertas do Paraná variaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350, enquanto o trigo gaúcho foi negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada.

No Paraná, apesar da firmeza das cotações, o ritmo de negócios continua lento. As negociações da semana oscilaram entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, com embarques programados entre maio e julho.

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As novas pedidas de venda já alcançam entre R$ 1.400 e R$ 1.500 FOB. No setor comprador, há registro de moinho ofertando R$ 1.450 para entrega em junho.

Chicago sobe mais de 4% com China e clima nos EUA

No cenário internacional, os contratos futuros do trigo encerraram a segunda-feira em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), refletindo a combinação entre demanda aquecida e preocupações climáticas nos Estados Unidos.

Os contratos com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 6,64 1/2 por bushel, avanço de 4,52%. Já os papéis para setembro encerraram a sessão a US$ 6,77 3/4 por bushel, alta de 4,30%.

Além do acordo agrícola entre Estados Unidos e China, o mercado segue atento à deterioração das lavouras de trigo de inverno norte-americanas. A seca nas regiões produtoras das Planícies continua pressionando o potencial produtivo, e analistas internacionais avaliam que as chuvas previstas para os próximos dias podem chegar tarde demais para parte das áreas mais afetadas.

Os investidores também monitoram os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante da expectativa de piora nas condições das lavouras.

Na demanda externa, as inspeções de exportação de trigo dos EUA totalizaram 223,9 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. Apesar da desaceleração semanal, o acumulado do atual ano-safra já supera o registrado na temporada anterior, reforçando o cenário de maior competitividade do trigo norte-americano no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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