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Dólar cai para perto de R$ 5,00 com otimismo global sobre acordo entre EUA e Irã; mercado acompanha Ibovespa e ações do BC

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O dólar iniciou esta segunda-feira (25) em queda frente ao real, refletindo um movimento global de enfraquecimento da moeda norte-americana diante do aumento do apetite por risco nos mercados internacionais. A expectativa de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã trouxe maior otimismo aos investidores e favoreceu moedas emergentes, incluindo o real brasileiro.

Nos primeiros negócios do dia, o dólar à vista chegou a cair 0,51%, sendo negociado a R$ 5,0031 na venda por volta das 9h14. Em alguns momentos da abertura, a moeda também foi cotada a R$ 5,0008, renovando a tendência de ajuste após a valorização registrada na última sexta-feira.

Na sessão anterior, o dólar encerrou o pregão em alta de cerca de 0,55%, cotado próximo de R$ 5,03, movimento impulsionado por cautela externa e realização de lucros no mercado doméstico.

Enquanto isso, na B3, o contrato futuro de dólar para junho — atualmente o mais negociado do mercado brasileiro — operava em queda de 0,77%, aos R$ 5,0110.

Mercado financeiro reage ao cenário internacional e às expectativas econômicas

O ambiente externo continua sendo o principal direcionador dos ativos financeiros nesta abertura de semana. Investidores acompanham as negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, além das expectativas sobre juros norte-americanos e comportamento da economia global.

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A percepção de menor tensão geopolítica reduziu a procura por ativos considerados seguros, como o dólar, favorecendo moedas de países exportadores de commodities, caso do Brasil.

No mercado doméstico, os investidores também monitoram os próximos passos da política monetária brasileira, além da atuação do Banco Central no câmbio.

Para esta segunda-feira, o BC anunciou leilão de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional, operação voltada à rolagem do vencimento previsto para 1º de junho. A medida busca garantir liquidez e estabilidade ao mercado cambial.

Ibovespa abre semana pressionado após perdas recentes

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia a semana sob pressão após encerrar a sexta-feira com queda de 0,81%, aos 176.210 pontos.

O mercado acionário brasileiro vem enfrentando volatilidade nas últimas sessões, influenciado tanto pelo cenário externo quanto por ajustes técnicos após fortes altas acumuladas ao longo do ano.

Apesar da recente correção, o índice ainda registra valorização expressiva em 2026.

Desempenho acumulado do mercado
  • Dólar
    • Semana anterior: -0,77%
    • Maio: +1,54%
    • Acumulado de 2026: -8,39%
  • Ibovespa
    • Semana anterior: -0,61%
    • Maio: -5,93%
    • Acumulado de 2026: +9,36%
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Agronegócio acompanha impacto do câmbio nas exportações

A movimentação do dólar continua sendo acompanhada de perto pelo agronegócio brasileiro, especialmente pelos setores exportadores de soja, milho, café, carnes, açúcar e celulose.

A queda da moeda norte-americana reduz a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional, mas também contribui para aliviar custos de produção atrelados ao dólar, como fertilizantes, defensivos agrícolas e combustíveis.

Analistas avaliam que o comportamento cambial seguirá sensível ao cenário externo nas próximas semanas, especialmente diante das discussões sobre juros nos Estados Unidos, fluxo de capital estrangeiro e estabilidade geopolítica global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IBS no agronegócio: nova tributação redefine processos fiscais e pressiona eficiência operacional no setor

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Agronegócio entra em nova fase com impacto direto da reforma tributária

O agronegócio brasileiro, que encerrou 2025 com participação de 25,13% no PIB nacional e movimentação estimada em R$ 3,2 trilhões, segundo dados do Cepea/CNA, passa a enfrentar um novo desafio estrutural com a regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Mais do que uma mudança de siglas, o novo modelo tributário exige reorganização completa de processos fiscais, tecnológicos e operacionais em toda a cadeia produtiva — do campo à exportação.

Para especialistas, o impacto vai além da área contábil e atinge diretamente a gestão de dados, o fluxo de caixa e a governança das operações rurais.

IBS muda lógica tributária e amplia exigência de controle fiscal

O IBS foi criado no âmbito da reforma tributária do consumo e substituirá o ICMS e o ISS, funcionando de forma integrada à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo federal que substitui PIS e Cofins.

O modelo segue a lógica do IVA dual e incide sobre operações com bens e serviços ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo:

Insumos agrícolas

  • Transporte e armazenagem
  • Industrialização
  • Comercialização
  • Arrendamento e cessão de direitos
  • Prestação de serviços no campo

Segundo Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária no agronegócio e CFO da consultoria Palin & Martins, o conceito de operação tributável foi ampliado.

“O IBS altera a lógica de leitura das operações. No agro, onde a cadeia é longa e fragmentada, qualquer inconsistência fiscal pode afetar crédito, apuração e fluxo de caixa”, explica.

Fim dos incentivos estaduais muda competitividade no setor

Com a unificação das regras tributárias e o fim gradual da guerra fiscal entre estados, os incentivos de ICMS deixam de ser o principal fator de competitividade.

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Na prática, a disputa entre estados por atração de investimentos perde força, e a eficiência operacional passa a ser determinante.

“O diferencial deixa de estar no incentivo fiscal e passa a depender da eficiência operacional, da gestão de custos e da qualidade da informação fiscal”, afirma Altair.

Tributação no destino altera dinâmica logística e fiscal

Uma das mudanças mais relevantes do IBS é a adoção da tributação no destino. Isso significa que o imposto será recolhido no local onde ocorre o consumo final do bem ou serviço, e não mais na origem.

No agronegócio, isso impacta diretamente operações interestaduais e cadeias com múltiplos agentes.

Exemplo prático:

Uma revenda de sementes localizada em um estado pode vender o produto para outro e realizar a entrega em uma terceira localidade. Com o IBS, a tributação será vinculada ao destino final da entrega.

“O produtor pode comprar em um estado, vender para outro e entregar em um terceiro. O destino final passa a definir a tributação, exigindo precisão total nos dados fiscais”, destaca o especialista.

Cadeias longas aumentam risco de inconsistência fiscal

O agronegócio é um dos setores mais complexos do ponto de vista tributário devido à extensão da cadeia produtiva, que pode envolver:

  • Produtor rural
  • Cooperativas
  • Transportadoras
  • Armazéns
  • Agroindústrias
  • Exportadores

Com o IBS, cresce a necessidade de rastreabilidade completa das operações.

“O imposto exige coerência entre o que foi comprado, transportado e entregue. Qualquer divergência pode gerar bloqueio de crédito ou erro na apuração”, explica Altair.

Atualmente, o setor já enfrenta altos índices de inconsistência fiscal. Estimativas apontam que mais de 70% das empresas apresentam erros em documentos fiscais, como NCM e CFOP, comprometendo créditos tributários.

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Empresas terão de modernizar sistemas e processos internos

A adaptação ao IBS exigirá mudanças estruturais em tecnologia e governança fiscal. Entre as principais adequações estão:

  • Atualização de ERPs
  • Revisão de cadastros de clientes e fornecedores
  • Parametrização fiscal detalhada
  • Adequação de contratos comerciais
  • Integração entre áreas contábil, fiscal e logística

Informações como local de entrega, tipo de operação e classificação fiscal passam a influenciar diretamente o cálculo do imposto.

“Não é apenas uma mudança tributária, é uma mudança de gestão. Quem não revisar cadastro e sistema corre risco de pagar imposto errado ou perder crédito legítimo”, alerta o especialista.

Crédito tributário dependerá de qualidade da informação

O IBS mantém o princípio da não cumulatividade, permitindo a compensação de créditos ao longo da cadeia produtiva. No entanto, o aproveitamento desses créditos dependerá de documentação correta e integração total das informações fiscais.

“O crédito depende de documento válido, operação correta e registro consistente. Se qualquer etapa falhar, o impacto aparece diretamente no fluxo de caixa”, afirma Altair.

Transição exige planejamento imediato no agronegócio

A recomendação de especialistas é que as empresas iniciem imediatamente a revisão de seus processos fiscais e operacionais.

Segundo Altair Heitor, organizações que se anteciparem terão vantagem competitiva na transição.

“O IBS pode trazer mais previsibilidade tributária, mas isso só se concretiza com controle rigoroso de dados, processos e contratos”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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