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Dólar recua após derrota do governo no Congresso e mercado reage a dados do IPCA e sinalizações do Fed

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O dólar abriu esta quinta-feira (9) em baixa no Brasil, acompanhando o movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O recuo ocorre em meio à repercussão da derrota do governo Lula no Congresso, que arquivou a Medida Provisória sobre a taxação de aplicações financeiras.

Por volta das 9h25, o dólar à vista caía 0,32%, sendo negociado a R$ 5,3274, enquanto na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,12%, cotado a R$ 5,3595.

Na véspera, a moeda americana já havia registrado queda de 0,12%, encerrando o dia a R$ 5,3441.

Ibovespa tenta recuperação após sessão positiva

Enquanto o dólar cede, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu o dia com expectativa de continuidade no movimento de alta após avançar 0,56% na última sessão, fechando aos 142.145 pontos.

Ainda assim, no acumulado da semana, o índice apresenta queda de 1,43%, e no mês, de 2,80%. No acumulado do ano, porém, o Ibovespa ainda sustenta valorização de 18,18%.

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Inflação de setembro vem abaixo das expectativas do mercado

O destaque econômico interno do dia é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou alta de 0,48% em setembro, segundo dados do IBGE. Apesar de ser o maior avanço mensal desde março (0,56%), o resultado ficou abaixo das projeções dos analistas, que esperavam um aumento de 0,52%.

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,17% nos últimos 12 meses, levemente inferior à expectativa de 5,22%, e 3,64% no acumulado de 2025.

Três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram queda no mês:

  • Artigos de residência: -0,40%
  • Alimentação e bebidas: -0,26%
  • Comunicação: -0,17%

Por outro lado, as principais altas vieram de:

  • Habitação: +2,97%
  • Transportes: +0,01%
Expectativas externas: discursos do Fed e tensões no Oriente Médio

No cenário internacional, os investidores acompanham de perto os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em busca de novas sinalizações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos. As incertezas quanto à duração do ciclo de juros elevados seguem pesando sobre o humor dos mercados globais.

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Além disso, os desdobramentos no Oriente Médio continuam a influenciar o sentimento dos investidores, com potenciais impactos sobre os preços do petróleo e o fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil.

Resumo dos indicadores
  • Dólar:
    • Semana: +0,15%
    • Mês: +0,41%
    • Ano: -13,52%
  • Ibovespa:
    • Semana: -1,43%
    • Mês: -2,80%
    • Ano: +18,18%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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