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Dólar recua com foco em negociações entre Brasil e EUA; tarifa de 50% gera reação do governo

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Dólar abre em leve queda e mercado segue atento a tensões comerciais

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (7) com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 5,4628 por volta das 9h. O movimento vem após a moeda americana encerrar o pregão anterior em baixa de 0,78%, a R$ 5,4631. Já o Ibovespa registrou alta de 1,04%, fechando aos 134.538 pontos.

O mercado segue de olho na resposta do governo brasileiro à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida entrou em vigor à meia-noite (horário da costa leste dos EUA) e se estende a produtos de mais de 90 países, em nova ofensiva da Casa Branca para reestruturar cadeias globais de comércio.

Ibovespa e balanços corporativos também no radar

As negociações no Ibovespa tiveram início às 10h, com os investidores também atentos à divulgação dos balanços corporativos do segundo trimestre.

Cenário internacional: Europa em alta e Ásia reage a novas ameaças tarifárias

Nos mercados globais, as bolsas europeias operam em alta, impulsionadas por anúncios de cortes de juros. O Banco da Inglaterra reduziu a taxa básica para 4%, após votação apertada (5 votos a 4), marcando a primeira vez que o comitê precisou votar duas vezes para tomar uma decisão sobre os juros.

Já na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, mesmo diante da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifa de 100% sobre semicondutores e chips importados.

Inflação medida pelo IGP-DI desacelera em julho

No Brasil, o destaque da agenda econômica é a divulgação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que recuou 0,07% em julho, após queda de 1,80% em junho.

Com o novo resultado, o índice acumula:

  • Queda de 1,82% no ano
  • Alta de 2,91% em 12 meses

O IGP-DI é considerado um indicador com forte sensibilidade às variações do câmbio e aos custos no atacado, sendo calculado entre o primeiro e o último dia de cada mês.

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Desempenho do dólar e da bolsa até agora
  • Dólar
  • Semana: -1,47%
  • Mês: -2,46%
  • Ano: -11,60%
  • Ibovespa
  • Semana: +1,59%
  • Mês: +1,10%
  • Ano: +11,85%
Tarifa de 50% dos EUA entra em vigor sem avanço nas negociações

A medida do governo dos EUA que impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (6), sem que houvesse progresso nas tratativas com o Brasil.

Além disso, o mercado monitora o possível impacto da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas negociações diplomáticas. Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada na segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após descumprir medidas cautelares, como o uso de redes sociais.

A prisão ocorre em momento sensível nas relações Brasil-EUA. Donald Trump, atual presidente norte-americano, já defendeu publicamente Bolsonaro, classificando o processo contra ele como “caça às bruxas” e alegando que isso influenciou a decisão de tornar o Brasil o país mais afetado pelo tarifaço.

Trump justificou tarifa por “ameaça à segurança nacional”

Segundo a Casa Branca, a tarifa de 50% foi aplicada porque o governo brasileiro representaria uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

Governo Lula aciona a OMC contra os EUA

Diante da medida, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos, argumentando que a decisão norte-americana fere acordos internacionais.

Em nota, o Itamaraty afirmou:

“Ao impor as citadas medidas, os EUA violam flagrantemente compromissos centrais assumidos por aquele país na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários negociados”.

O governo brasileiro reiterou estar disposto a negociar e espera que as consultas iniciais tragam soluções diplomáticas.

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Pacote de ajuda a setores afetados está em elaboração

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o governo prepara um pacote de apoio para setores impactados pelas tarifas. As medidas devem incluir:

  • Linhas de crédito
  • Ampliação das compras governamentais

Haddad também adiantou que se reunirá com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na próxima semana.

Impacto deve ser limitado no macro, mas relevante em setores específicos

Analistas do BTG Pactual apontaram que o impacto macroeconômico da tarifa tende a ser limitado, mas alertaram para possíveis efeitos negativos em setores específicos e um agravamento da percepção de risco.

“O escopo das tarifas de 50% será mais brando do que o inicialmente esperado. Embora o impacto macroeconômico direto deva ser limitado, os efeitos setoriais são relevantes e o impacto indireto pode ganhar tração caso haja deterioração significativa da percepção de risco”, apontou o banco em relatório.

Déficit comercial com os EUA persiste pelo 7º mês seguido

Outro dado que chamou atenção foi o resultado da balança comercial brasileira com os EUA em julho. O Brasil acumulou um déficit de US$ 559 milhões, com exportações somando US$ 3,71 bilhões e importações totalizando US$ 4,26 bilhões.

Este é o sétimo mês consecutivo de déficit comercial com os Estados Unidos, o que reforça um cenário desfavorável para a balança comercial brasileira.

A combinação de tarifas impostas pelos EUA, tensões políticas internas e dados econômicos em destaque gera um ambiente de incertezas para o mercado brasileiro. A reação do governo, tanto no campo diplomático quanto econômico, será determinante para os próximos desdobramentos. Enquanto isso, o dólar segue volátil e o Ibovespa se mantém em recuperação, com investidores atentos a cada sinal vindo de Brasília e Washington.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno

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Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.

A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.

Manejo do solo começa meses antes da colheita

Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.

Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.

Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.

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A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.

Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo

O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.

“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.

Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema

Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.

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As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.

Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz

O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.

Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.

Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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