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Dólar sobe com foco na inflação e tensão global; Ibovespa sente impacto e mercados ficam voláteis

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Dólar inicia o dia em alta impulsionado por dados econômicos e cenários externos

O dólar comercial abriu em alta nesta quinta-feira (26), refletindo a atenção dos mercados à prévia da inflação brasileira e aos desdobramentos geopolíticos, especialmente no Oriente Médio. Por volta das 9h05, a moeda americana era negociada próximo de R$ 5,23, depois de recuar na sessão anterior.

O fortalecimento da divisa ocorre em meio a incertezas sobre a inflação doméstica e o comportamento dos juros, que influenciam tanto investidores locais quanto estrangeiros.

Mercado financeiro reage à prévia da inflação e ao clima de aversão ao risco

Os mercados brasileiros entraram em um Dia de Negócios marcado pela volatilidade com a divulgação de indicadores macroeconômicos, incluindo o IPCA-15 de março, que veio acima do esperado pelos analistas. Essa prévia de inflação intensificou a atenção dos investidores sobre o possível impacto nos rumos da política monetária do Banco Central.

Ao mesmo tempo, a persistência de tensões no Oriente Médio adiciona um componente de aversão ao risco, pressionando ativos de maior risco e fortalecendo a busca por moedas consideradas porto‑seguro, como o dólar.

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Ibovespa reflete cautela e oscila entre perdas e ganhos

Enquanto o dólar opera em alta, o Ibovespa — principal índice da bolsa brasileira — oscila com influência de fatores internos e externos. Na véspera, o índice encerrou em alta, mas em sessões recentes mostrou variações diante de notícias sobre inflação, juros e conflitos globais.

A reação da bolsa também tem sido impactada por setores específicos, como bancos, varejo e commodities, que respondem de maneira distinta ao cenário de juros elevados e incerteza internacional.

Indicadores acumulados mostram tendência recente do câmbio e da bolsa

Na manhã desta quinta-feira, os principais índices acumulados apontam a seguinte tendência (dados comparativos com sessões anteriores):

  • Dólar (R$/US$)
    • Acumulado da semana: queda aproximada de 1,7%
    • Acumulado do mês: alta em torno de 1,7%
    • Acumulado do ano: queda próxima de 4,9%
  • Ibovespa
    • Acumulado da semana: alta superior a 5%
    • Acumulado do mês: leve baixa
    • Acumulado do ano: valorização significativa acima de 15%

Esses indicadores mostram que, mesmo com movimentos de alta no curto prazo para o dólar, o real ainda apresenta fortalecimento em termos acumulados no ano. Ao mesmo tempo, o Ibovespa tem mostrado resiliência frente às oscilações globais e sinais mistos vindos da economia doméstica.

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Tendências no mercado financeiro em meio à inflação e geopolítica

Analistas destacam que a trajetória de ambos os ativos — dólar e bolsa — continuará sendo influenciada principalmente por:

  • leitura dos índices de inflação no Brasil, que impactam expectativas de juros;
  • decisões do Banco Central sobre a taxa Selic;
  • clima de aversão ao risco global ligado a conflitos internacionais;
  • fluxo de capitais estrangeiros no mercado financeiro brasileiro.

O acompanhamento de dados como o IPCA-15, expectativas para o IPCA oficial e sinais futuros do Banco Central é determinante para definir o patamar do dólar e o desempenho da bolsa nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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