Política Nacional

Dra. Eudócia relata avanços em vacinas contra o câncer

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (29), a senadora Dra. Eudócia (PL-AL) fez um balanço da missão da qual participou na Rússia e no Reino Unido. A parlamentar, que é médica, afirmou que esteve em encontros com autoridades científicas e políticas para discutir avanços na pesquisa de vacinas contra o câncer.

A senadora relatou que, na Rússia, esteve em reunião com representantes do Instituto Gamaleya, em Moscou, que apresentaram protocolos de testes clínicos em humanos envolvendo vacinas contra câncer de rim, de pulmão e de pele. No Reino Unido, visitou a Universidade de Oxford e instituições de referência em imunoterapia, onde são desenvolvidos estudos de vacinas terapêuticas e profiláticas baseadas em RNA mensageiro.

— Eles identificaram, nesse estudo, que a vacina em desenvolvimento consegue fazer com que o paciente não desenvolva o câncer, aquele identificado através de sequenciamento genético. Isso é alta tecnologia, é a inteligência artificial em prol da medicina, para que, nos próximos meses e anos, possamos prevenir nossos pacientes de uma doença oncológica — afirmou.

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A senadora destacou a tramitação do projeto de lei (PL 126/2025), de sua autoria, que institui o marco regulatório da vacina oncológica no Brasil. Segundo ela, a proposta busca estabelecer regras para o desenvolvimento, a produção e a disponibilização de imunoterapias no país. A parlamentar ressaltou que o objetivo é aproximar o Brasil das pesquisas internacionais, para que os pacientes brasileiros tenham acesso às mesmas tecnologias em desenvolvimento em outros países.

— O meu intuito é que o Brasil não fique para trás. É que o Brasil ande lado a lado com os grandes centros, que a gente não dê um passo para trás, e sim esteja lado a lado — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

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Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

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Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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