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Durante Fórum Interconselhos, Marina Silva defende mutirão para implementar ações de enfrentamento à mudança do clima

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou nesta quinta-feira (14/8), da mesa de debate sobre participação social na COP30 promovida pelo Fórum Interconselhos, em Brasília (DF). Com o tema “Reconstrução da Participação Social”, a iniciativa busca fortalecer os mecanismos de diálogo entre o governo federal e a sociedade civil. 

Marina Silva destacou o compromisso do governo federal no diálogo com a sociedade civil. “No Brasil, nós temos como marca a participação da sociedade”. “Que a gente possa fazer esse grande mutirão que envolve países, setores e segmentos dos mais variados. Não será um verdadeiro mutirão, se não contar com o trabalho e o esforço de todos”, ressaltou. 

Na avaliação da ministra, a conferência tem um grande desafio de “implementar aquilo que já foi decidido”. Para isso, Marina Silva pontou que é preciso viabilizar os recursos e investimentos para que os países em desenvolvimento possam fazer uma transição justa. A ministra defendeu ainda que a COP30 resulte em um novo marco referencial para os próximos anos. 

A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, reiterou o protagonismo da sociedade civil no debate da conferência. “É o jeito brasileiro de ser. É uma presidência que tenta incluir, desde a sua governança, e a gente tem certeza de que uma das marcas grandes dessa COP vai ser essa co-construção, esse grande mutirão”, enfatizou.  

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“Temos uma tradição de participação popular com incidência. Nós temos uma sociedade civil que participa e faz da zona verde seu espaço principal de atuação. Nós temos uma sociedade civil que prioriza as atividades no entorno da COP. E todas essas colaborações são muito importantes e compõe a participação social”, destacou a secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Kelli Mafort, ao comentar a função social na Conferência.  

O chefe da Divisão de Ação Climática do Itamaraty do Ministério das Relações Exteriores, Mário Mottin, afirmou que o sucesso das negociações está ligado ao engajamento da sociedade civil. “É importante que vocês estejam informados, participem e incidam. Isso é fundamental para que a gente tenha uma COP bem-sucedida”. 

Também integrou a mesa de debate o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Kleber Karipuna, e a integrante da Marcha Mundial das Mulheres, Sonia Coelho.  

As contribuições nas discussões serão sistematizadas pela Secretaria Nacional de Participação Social da SGPR e servirão de base para a segunda etapa do Fórum Interconselhos, que será realizada nos dias 9 e 10 de outubro. O documento final será apresentado na COP30, em novembro, em Belém (PA). 

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Fórum Interconselhos 

O Fórum é uma instância colegiada intersetorial, no âmbito da administração direta do governo federal, que reúne representações de conselhos e colegiados nacionais com participação social.  

O evento, realizado no Ministério de Minas e Energia (MME), começou na quarta-feira (13/8), com discussões sobre o plebiscito popular, educação popular e a participação social nos territórios, além dos anúncios de ações de educação popular em 100 territórios do país, fóruns de participação social e melhorias na plataforma do Brasil Participativo. 

A nova versão da plataforma integra os planos intersetoriais dos ministérios, as conferências nacionais e os ambientes digitais de participação. Os conselhos e colegiados também terão espaço com informações atualizadas e cada fórum estadual e seus respectivos territórios terão páginas próprias.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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