Saúde

Edital abre 43 vagas para provimento de médicos especialistas no Amazonas

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Estão abertas até a próxima quinta-feira, 16 de julho, as inscrições para o terceiro ciclo do edital para provimento de médicos especialistas. Ao todo, são 1.136 vagas imediatas, distribuídas em 24 cursos de aprimoramento, abrangendo 309 municípios nas 5 regiões do Brasil e em 26 unidades da Federação. O Amazonas terá um total de 43 vagas imediatas neste ciclo. A iniciativa faz parte do Projeto Mais Médicos Especialistas do Governo do Brasil, criado pela Lei 14.621/23. A iniciativa faz parte do Projeto Mais Médicos Especialistas do Governo do Brasil, criado pela Lei 14.621/23.

O Mais Médicos Especialistas visa aprimorar médicos especialistas em regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS) e também integra as ações do Agora Tem Especialistas, com foco na redução do tempo de espera por atendimento especializado e aumento da resolutividade dos serviços de saúde.

Ações afirmativas e inclusão

O edital distribui as 1.136 vagas da seguinte forma:

  • 698 vagas: Ampla concorrência;
  • 236 vagas: Cotas étnico-raciais;
  • 202 vagas: Pessoas com Deficiência (PcD).
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Especialidades em destaque

A área de Anestesiologia Perioperatória e Sedação Segura lidera a oferta com o maior número de oportunidades, somando 290 vagas. Na sequência, destacam-se os seguintes cursos:

Especialidade Vagas ofertadas
Ecocardiografia Transtorácica 128
Cirurgia Geral Minimamente Invasiva 74
Endoscopia Digestiva Alta 53
Colonoscopia 51
Oncologia Clínica 50

Distribuição de vagas e remuneração

Quase metade de das vagas são voltadas para o interior, que soma 537 oportunidades (47,2% do total). As capitais contam com 335 vagas (29,4%) e as regiões metropolitanas concentram 266 (23,4%).

Acesse o edital e o link para inscrição

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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