Educação

Educação permite que Brasil alcance o maior IDHM da história

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Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, em 2024, o país atingiu a categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”, alcançando uma marca de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), a maior já registrada desde o início da medição. A informação é da pesquisa realizada pelo Radar IDHM, divulgada na terça-feira, 26 de maio. De acordo com o estudo, os parâmetros educacionais foram os principais responsáveis pelo crescimento do índice, impulsionados pelo Programa Bolsa Família (PBA)

A explicação está nas condicionalidades da política, que obrigam a permanência de crianças nas escolas para que as famílias tenham acesso ao benefício, contribuindo para o aumento do parâmetro de educação de 0,679, em 2012, para 0,798, em 2024. O MEC é responsável pelo acompanhamento educacional dos estudantes beneficiários do PBA, garantindo o acesso e a permanência das crianças, adolescentes e jovens mais vulneráveis na escola. 

Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o relatório também demonstra o sucesso de ações de valorização e fortalecimento da educação ao longo dos anos. “Pela primeira vez na história, o Brasil atinge um IDH que é considerado muito elevado, e o principal aumento de 15 anos para cá foi na educação. Hoje, 25 milhões de brasileiros que estão no mundo do trabalho possuem um diploma de nível superior. Há 25 anos, eram só cinco milhões. Todas essas oportunidades que a gente abriu foram muito importantes para transformar o Brasil”, destacou. “Como sempre digo, a educação é um investimento de médio e longo prazo e, quando a área é, de fato priorizada, colhemos os frutos”, completou. 

A educação é um investimento de médio e longo prazo e, quando a área é, de fato priorizada, colhemos os frutos”. Leonardo Barchini, ministro da Educação

Bolsa Família – Pelas regras do Bolsa Família, beneficiários de 4 a 6 anos incompletos precisam ter frequência escolar mínima de 60%. Já os beneficiários de 6 a 18 anos incompletos, que ainda não concluíram a educação básica, precisam de frequência mínima de 75%. O monitoramento dessa frequência é feito pelo MEC, com dados das secretarias de educação. 

Em 2025, a porcentagem de estudantes acompanhados, do total de beneficiários, atingiu seu maior marcador desde a retomada do programa: 89,2%. Em números absolutos, o acompanhamento atendeu 15.476.951 crianças, adolescentes e jovens beneficiários do programa, garantindo seu acesso e permanência nas salas de aula. 

Desde 2023, o número de crianças, adolescentes e jovens na escola beneficiários do Bolsa Família aumentou em 1,5 milhão (11,2%), demonstrando o reforço do acompanhamento escolar para a garantia do direito à educação. Além disso, o número de municípios com baixo acompanhamento (inferior a 85% do total de estudantes beneficiários) foi reduzido em 56,3% entre março de 2024 e março de 2026, porcentagem viabilizada pelo fortalecimento da parceria com as redes de ensino. 

O registro da frequência é feito no Sistema Presença, que permite ao MEC monitorar os motivos de baixa frequência e apoiar municípios e estados na articulação de ações para evitar a evasão e o abandono escolar, especialmente nas regiões com maior vulnerabilidade. O sistema permite ao MEC monitorar estudantes com barreiras territoriais e de infraestrutura; em sofrimento ou fragilidade de saúde; desengajados com os estudos; ou em vulnerabilidade social e invisibilidade. 

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A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destaca o papel da política nos resultados do IDHM brasileiro: “é o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”. 

Outras ações – O MEC tem empreendido uma série de ações e investimentos estruturais para assegurar que o Brasil continue avançando na educação básica e impulsionando a mobilidade social. Nos últimos anos, houve ampliação dos investimentos federais nessa etapa de ensino, com fortalecimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e aumento da complementação da União, que passou de R$ 38,9 bilhões em 2023 para R$ 69,2 bilhões, em 2026. O caráter redistributivo assegura que todos os municípios do país tenham acesso a recursos para financiar o ensino. 

A pasta também retomou 2.491 obras de escolas e creches paralisadas há anos, com investimento de R$ 4,1 bilhões. Desse total de obras da educação básica, 736 já foram finalizadas. Além disso, o MEC entregou novas escolas e creches, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC): são 1.683 novas creches, 685 escolas em tempo integral e 2.500 ônibus escolares para estados e municípios de todo o Brasil.   

Outro destaque é o trabalho do Ministério da Educação para o avanço na alfabetização, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). A iniciativa proporcionou um aumento significativo no percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, passando de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. A iniciativa contou com a adesão de todos os estados e municípios e teve investimento superior a R$ 1,5 bilhão, incluindo a implementação de 174.619 Cantinhos da Leitura e a capacitação de 643 mil professores e 7,2 mil articuladores de alfabetização nas cinco regiões do país.   

Com a ampliação do ensino em tempo integral por meio do programa Escola em Tempo Integral, o Brasil elevou o percentual de matrículas nessa modalidade para 25,8% em 2025, atingindo a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014/2024, com mais de 1,8 milhão de novas vagas criadas.   

Na alimentação escolar, a pasta aumentou os recursos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que é uma das mais antigas políticas educacionais do país, responsável por garantir a segurança alimentar e nutricional de estudantes da rede pública de todo o país. O orçamento atingiu a marca de R$ 6,7 bilhões neste ano, um crescimento de quase 55% em relação a 2022. Por meio do programa, são oferecidas 50 milhões de refeições diariamente, beneficiando 39 milhões de alunos.   

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Ainda nas escolas de ensino fundamental e médio, o MEC também alocou recursos com o objetivo de levar internet de banda larga com fins pedagógicos para todas as escolas brasileiras, por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). Em 2022, havia 42% de escolas conectadas no Brasil. Em 2026, esse número chegou a 71,7%, beneficiando 24 milhões de estudantes de quase 100 mil escolas com conectividade adequada para uso pedagógico. 

EPT – Focado na expansão da educação profissional e tecnológica (EPT), o MEC investe também, via Novo PAC, R$ 2,72 bilhões para construir 100 novos institutos federais pelo Brasil e gerar mais de 155 mil novas vagas na modalidade ensino. Outros R$ 1,4 bilhão estão sendo investidos para melhoria e ampliação das unidades existentes, com a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, salas de aula, laboratórios, sedes próprias de campi e de reitorias. 

Pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), são R$ 737 milhões de investimento, desde 2023, com mais de 300 mil vagas em cursos de qualificação profissional e cursos técnicos ofertados pelas redes federal e estaduais de EPT, bem como pelos serviços nacionais de aprendizagem. 

Educação superior – Na educação superior, desde 2023, a gestão trabalha para reestruturar o orçamento das universidades federais de todo o país, garantindo mais oferta de vagas e cargos, necessários ao pleno funcionamento dos serviços acadêmicos. Só nos últimos três anos, as universidades federais passaram pela maior expansão do seu quadro de pessoal da década: foram mais de 22,5 mil posições criadas, entre docentes, técnicos-administrativos e funções comissionadas, o que fortalece a capacidade institucional e possibilita melhores condições para ensino, pesquisa, extensão e inovação. 

Além disso, entre 2022 e 2026, houve um salto de 64% no orçamento destinado ao custeio e à assistência estudantil nas universidades federais, chegando a R$ 8,2 bilhões, o que possibilitou duplicar o número de bolsas para estudantes indígenas e quilombolas. Com o Novo PAC, são R$ 3,9 bilhões para investimento em construção, reforma e ampliação de infraestrutura acadêmica e administrativa, além da implementação de 15 novos campi universitários. Nesta gestão, foram criados, ainda, 139 novos cursos em áreas estratégicas como medicina, tecnologia da informação e engenharia, conectando a educação com as demandas do futuro. 

Por fim, o MEC investiu R$ 1,9 bilhão para modernização, ampliação e aquisição de equipamentos para a rede de 45 hospitais universitários (HUs). Neste ano, mais dois hospitais funcionarão até o final do ano e outros quatro estão em construção. 

Gestão – Além disso, o avanço da educação brasileira também conta com o Novo Plano Nacional de Educação (PNE), que traça o planejamento estratégico para a educação do Brasil nos próximos dez anos, com base constitucional. No total, são 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O plano inaugura uma década de transformação com diretrizes claras, mais coordenação federativa e compromisso político com a aprendizagem, qualidade e equidade. As iniciativas contemplam também a articulação do Sistema Nacional de Educação (SNE), aprovado pela Lei Complementar nº 220/2025, em torno de objetivos, metas e estratégias compartilhadas entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.    

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Pnud, da Agência Brasil e do Ministério do Desenvolvimento Social 

Fonte: Ministério da Educação

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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