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Embrapa lança Rede de Extensão e Inovação em Aquicultura para capacitar técnicos e produtores

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Reaqua busca fortalecer a extensão rural em aquicultura

A Embrapa, em parceria com instituições de pesquisa e ensino de 13 estados, criou a Rede de Extensão e Inovação Aquícola (Reaqua). O objetivo é organizar, sistematizar e planejar a transferência de tecnologias em aquicultura, beneficiando principalmente os agentes de extensão rural, que terão acesso a capacitações, formações continuadas e, futuramente, participarão da implantação de Unidades Demonstrativas.

O foco central da Reaqua é mostrar que é possível incrementar a produção aquícola no Brasil respeitando os princípios da sustentabilidade ambiental.

Coordenação e estratégias da Reaqua

Quem lidera a iniciativa é a zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO). Segundo ela, “a rede está em fase de estruturação e fortalecimento, com avanços na articulação institucional e definição de diretrizes estratégicas”.

A Reaqua planeja ações contínuas de atualização tecnológica voltadas às cadeias produtivas do tambaqui, tilápia e camarão, por meio de webinários, seminários técnicos e cursos híbridos, direcionados principalmente aos agentes de extensão de todo o país.

A expectativa é expandir a rede, incluindo parceiros do Nordeste, uma região estratégica para a aquicultura brasileira.

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Benefícios para técnicos de extensão rural

A coordenadora explica que a Reaqua proporcionará aos técnicos:

  • Acesso contínuo a conteúdos técnicos atualizados;
  • Tecnologias validadas aplicadas às principais cadeias aquícolas;
  • Participação em webinários, seminários e cursos híbridos;
  • Criação de um ambiente permanente de troca de experiências entre técnicos, pesquisadores e universidades;
  • Contato antecipado com resultados de pesquisas e tecnologias emergentes.

Marcela reforça que, no segundo ano de funcionamento, os técnicos participarão da implementação de Unidades Demonstrativas, permitindo aplicar tecnologias em condições reais de campo, aumentando produtividade e reduzindo impactos ambientais.

Produtores também ganham com a Reaqua

Os aquicultores serão beneficiados pelo acesso mais rápido e organizado a tecnologias atualizadas, adaptadas às diferentes realidades regionais.

Os técnicos de extensão levarão aos produtores recomendações em áreas como:

  • Manejo produtivo;
  • Nutrição;
  • Sanidade;
  • Qualidade da água;
  • Sistemas sustentáveis de produção.

O resultado esperado inclui maior produtividade, eficiência no uso de insumos, redução de custos de produção e diminuição dos impactos ambientais.

Primeira ação da rede: webinário sobre cultivo multitrófico

A Reaqua iniciará suas atividades com um webinário sobre cultivo multitrófico, previsto para março. O tema foi escolhido de forma participativa entre os integrantes da rede, marcando o início da integração entre pesquisa, inovação e extensão em aquicultura.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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