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Embrapa orienta produtores após gado morrer de frio

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A Embrapa Gado de Corte, sediada em Campo Grande (MS), divulgou um memorando com orientações cruciais para os pecuaristas de bovinos de corte no estado, visando minimizar os impactos causados pelo recente frio intenso.

VEJA VÍDEO E MATÉRIA COMPLETA: A medida surge após o fim do outono ter deixado um saldo devastador de 2.700 bovinos mortos e prejuízos estimados em R$ 10 milhões.

O documento da Embrapa propõe um plano detalhado para enfrentar as adversidades climáticas, dividindo as recomendações em três fases: pré-evento, durante o evento e pós-evento.

Para a fase pré-evento, o memorando sugere a preparação antecipada das pastagens, incluindo a vedação de áreas para uso durante a seca e o frio. Recomenda-se também a desmama precoce de bezerros e a produção de alimentos conservados, como silagens e feno, para garantir a nutrição adequada dos animais durante o inverno.

Durante o evento, a orientação é buscar proteção contra os ventos frios, utilizando áreas florestadas ou barreiras naturais, e evitar a exposição direta dos animais a correntes de ar frio. Os pecuaristas devem também monitorar os movimentos dos animais e assegurar que eles tenham acesso a áreas de abrigo.

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Após o evento, é essencial focar na recuperação dos rebanhos, oferecendo alimentos armazenados e suplementares para compensar o impacto das condições adversas nas pastagens. Em situações extremas, a recomendação é considerar a retirada dos animais da propriedade para evitar perdas maiores, seja por meio de vendas ou parcerias.

O documento destaca a importância de manter os cuidados preventivos com a saúde animal, incluindo tratamentos contra parasitas e vacinação, e sugere a criação de áreas de vegetação para proteção futura. A Embrapa reforça que a preparação e as estratégias de manejo são fundamentais para proteger a saúde dos bovinos e minimizar os danos econômicos causados pelo frio severo.

Fonte: Pensar Agro

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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