Agro News

Emirados Árabes Unidos: oportunidades e desafios para o mercado paranaense, aponta boletim da Ocepar

Publicado

Boletim da Ocepar analisa mercado dos Emirados Árabes Unidos

A edição de fevereiro do Informe Mercado Internacional, elaborada pela Ocepar – Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), com apoio da Coordenação de Economia e Mercado, trouxe um panorama detalhado sobre o perfil, tendências e oportunidades comerciais dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

O estudo foi motivado pela participação do Sistema Ocepar e de diversas cooperativas paranaenses na Gulfoof, considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio e uma das mais importantes do mundo, realizada de 26 a 30 de janeiro, em Dubai.

Estrutura econômica e potencial estratégico dos EAU

Os Emirados Árabes Unidos são uma federação composta por sete emirados, cada um governado por um líder monárquico de tradição muçulmana. Entre eles, Abu Dhabi e Dubai se destacam como centros econômicos e populacionais, funcionando como hubs logísticos, comerciais e financeiros, além de contarem com consumidores de alto poder aquisitivo.

Segundo o boletim, essas cidades oferecem oportunidades estratégicas para expansão de negócios não apenas no território local, mas também em mercados vizinhos do Oriente Médio.

Leia mais:  Soja mantém preços firmes no Brasil apesar da queda em Chicago e avanço das vendas da safra 2025/26
Diversificação econômica e comércio internacional

Embora o petróleo e o gás continuem como pilares da economia, os EAU têm investido em setores diversificados e ampliado suas relações comerciais com diferentes países. Entre as iniciativas em destaque, está a negociação de um acordo de livre comércio com o Mercosul, que pode fortalecer ainda mais os laços comerciais com o Brasil.

Em 2024, o Brasil foi o 22º destino das exportações dos EAU e ocupou a 67ª posição como origem das importações do país. Já os EAU ficaram na 14ª posição entre os destinos das exportações brasileiras e na 46ª posição como origem das importações do Brasil.

Comércio bilateral do Paraná com os EAU

No mesmo período, o intercâmbio comercial entre o Paraná e os Emirados Árabes Unidos atingiu US$ 599 milhões, reforçando o potencial do estado para ampliar sua presença no mercado do Oriente Médio e aproveitar oportunidades em diferentes segmentos, como alimentos e bebidas.

O boletim da Ocepar indica que cooperativas e empresas paranaenses podem se beneficiar do conhecimento sobre o perfil do consumidor e das tendências de mercado nos EAU para planejar ações estratégicas de exportação.

Leia mais:  Vendas de diesel e gasolina sobem em julho no Brasil, enquanto etanol recua

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

Publicado

A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

Leia mais:  Alta nas bolsas internacionais impulsiona preços do café e anima produtores brasileiros

A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

Leia mais:  Vendas de diesel e gasolina sobem em julho no Brasil, enquanto etanol recua

A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana