Cerca de 1.500 pessoas participaram, diariamente, d Encontro de Gestores de Cultura e Esporte de Mato Grosso, que ocorreu entre segunda e quarta-feira (23 e 25.6), em Cuiabá. Ao longo dos três dias, trabalhadores e gestores dos setores cultural e esportivo de mais de 100 municípios mato-grossenses participaram de diferentes atividades no evento realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Para a secretária de Cultura e Turismo de Lucas do Rio Verde (a 330 km da capital), Luciana Bauer, os aprendizados impactam diretamente o fazer cultural e esportivo nos municípios.
“Estamos muito satisfeitos por participar do evento porque precisamos estar conectados, alinhados com o que acontece em nossos setores, somos uma rede de trabalho. Parabenizamos o Governo do Estado por esse evento, e que a gente possa crescer em eficiência nos nossos projetos de gestão, para que a cultura em Mato Grosso se fortaleça cada vez mais”, enfatizou a secretária, que durante o Encontro foi também eleita coordenadora da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB) de Cultura.
De Juara (a 655 km de Cuiabá), a secretária municipal de Esporte, Lazer e Juventude, Karla Mazuti, participou do Encontro com mais quatro servidores em busca de conhecimentos que possam ser aplicados no município.
“Nosso intuito é de conseguir levar esses bons aprendizados para melhorias em nosso município. Além disso, a integração e o diálogo com gestores do Estado e de outros municípios são muito importantes, pois essas trocas de experiências ajudam no desenvolvimento de ações mais eficazes”, comentou a gestora.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, prestigiaram a abertura oficial do Encontro.
Programação especial
Durante o evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, recebeu o título de cidadã mato-grossense concedido pela Assembleia Legislativa do Mato Grosso, a pedido do deputado Beto Dois a Um.
“Chegar nos lugares e ouvir da boca das pessoas que estão tendo acesso [às políticas culturais], mostra que esse é um momento diferente em relação às condições para o setor cultural no Brasil”, disse a ministra que completou seu agradecimento cantando um trecho da canção Cuiabá, de Tetê Espíndola.
Para a conferência máster, o Encontro Estadual trouxe a atriz e cronista, Denise Fraga. Fizeram ainda parte da programação, painéis sobre legislação e os desafios para as políticas públicas, estratégias e indicadores de impactos e desigualdade e democratização de acesso.
O Encontro ofereceu também oficinas com temas como nova lei de licitações, elaboração e prestação de contas de projetos, comunicação pública, pesquisa e levantamento de dados, acessibilidade e representação social, entre outros.
Um dos pontos altos do evento foi o talkshow com medalhistas olímpicos e paralímpicos. Serginho do vôlei, Daniel Dias, da natação paralímpica, Érika Zoaga e Arthur Cavalcante, ambos do judô paralímpico, contaram um pouco de suas vidas no bate-papo conduzido pelo também medalhista olímpico Flávio Canto e pelo secretário da Secel, David Moura.
Em todos os dias, as atividades eram intercaladas por atrações culturais e esportivas, apresentadas no palco central do Centro de Eventos do Pantanal. A festa de encerramento, que foi realizada na noite de quarta (25.6) na área externa da Arena Pantanal, levou cerca de quatro mil pessoas para assistir a shows gratuitos do grupo Fundo de Quintal e artistas locais.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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