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Encontro Nacional do AdaptaCidades consolida avanços na agenda climática brasileira

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reuniu entre os dias 9 e 11 de dezembro, em Belo Horizonte, representantes de todos os estados brasileiros da iniciativa AdaptaCidades. O primeiro Encontro Nacional do AdaptaCidades marcou um novo patamar na agenda climática ao reunir cerca de 150 pessoas, consolidando um espaço estratégico para alinhamento, cooperação e planejamento conjunto em torno do tema de adaptação.

Em um cenário de crescente urgência e de fortalecimento da adaptação como eixo estruturante das políticas públicas, o evento se caracterizou como um ambiente de articulação, aprendizado e construção participativa. Também estiveram presentes integrantes de municípios mineiros e de diversas regiões do país, além de equipes técnicas do AdaptaCidades, gestores públicos, organizações parceiras e de diferentes níveis de governo.

O AdaptaCidades é uma iniciativa do MMA implementada em parceria com a agência de cooperação alemã GIZ, que apoia 581 municípios brasileiros no desenvolvimento e implementação de ações de adaptação climática. A iniciativa fortalece capacidades técnicas e institucionais, promovendo resiliência urbana e contribuindo para que cidades se tornem mais preparadas frente aos efeitos da mudança do clima.

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“A construção de cidades mais resilientes e de uma transição climática justa só é possível quando trabalhamos em rede. O AdaptaCidades nasce e se fortalece nesse espírito: mobilizar, apoiar e integrar esforços para que a ação climática chegue onde faz mais diferença na vida das pessoas”, destacou o coordenador-geral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Lincoln Alves.

Ao longo das atividades, foram discutidos os principais marcos da iniciativa e estratégias para aprimorar planos e políticas de adaptação, ampliando a capacidade de resposta dos governos locais diante de riscos climáticos crescentes. “A troca de experiências, o compartilhamento de metodologias e a elaboração de soluções colaborativas reforçaram a importância de uma governança climática multinível, multissetorial e participativa, capaz de transformar diagnósticos e compromissos em ações concretas”, completou Alves.

Para o coordenador, eventos como o Encontro Nacional do AdaptaCidades impulsionam a centralidade dos municípios na implementação da política climática brasileira.

Com adesão dos estados e participação dos gestores públicos, o ciclo de 2025 se encerrou com a consolidação de uma agenda climática mais integrada, qualificada e orientada ao fortalecimento das capacidades institucionais. Em 2026, segundo Alves, o trabalho seguirá com a integração dos gestores municipais e com o avanço na elaboração dos planos de adaptação.

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A iniciativa contou ainda com a participação da diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, Inamara Mélo, e do diretor do Departamento de Meio Ambiente Urbano, da Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Mauricio Guerra.

O encontro foi realizado em parceria com a rede global Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, por meio de emenda parlamentar da deputada federal Célia Xakriabá, e teve apoio do governo do estado de Minas Gerais e da prefeitura de Belo Horizonte.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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