Mato Grosso

Encontro reúne povos originários e conecta alunos da rede pública a saberes indígenas no Museu de História Natural de MT

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Com o tema “O futuro é ancestral”, a 12ª edição do Encontro Intercultural Indígena, no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), em Cuiabá, deve atrair mais de 2 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública de ensino. O espaço vai reunir, entre 23 e 24 de abril, povos originários de várias etnias mato-grossenses em uma intensa troca de saberes, vivências e conexões.

Serão dois dias com danças, músicas, cantos de acolhida, mitos de origem, práticas culturais e conhecimentos ancestrais que reafirmam o papel do Museu de História Natural como território de escuta, valorização cultural e intercâmbio entre tradições.

Participam estudantes e lideranças indígenas em uma programação com rodas de conversa, oficinas e apresentações culturais. A presença de moradores das comunidades indígenas dos povos Balatiponé-Umutina, Iny-Karajá, Kurã Bakairi, Bóe Bororo e Xavante transforma o encontro em um espaço legítimo de troca, que fortalece o diálogo intercultural e a valorização das identidades.

Realizado em um mês simbólico para a causa, com o Dia dos Povos Indígenas celebrado em 19 de abril, o evento no Museu de História Natural de Mato Grosso, gerido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), conta com parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A iniciativa reforça a importância da diversidade cultural, da luta por direitos e da visibilidade das pautas indígenas.

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O tema “O futuro é ancestral” representa a relevância dos saberes tradicionais diante dos desafios contemporâneos. “Os conhecimentos dos povos originários são fundamentais para pensar soluções para problemas atuais, como as mudanças climáticas, pois seus modos de vida respeitam a sustentabilidade dos ecossistemas”, destaca o coordenador de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso da Seduc, Lucas de Albuquerque Oliveira.

Programação

A programação é gratuita e extensa. No dia 23 de abril, o evento inicia às 8h30, com mesa de abertura, seguida por apresentações culturais com danças, músicas e cantos dos povos Iny, Kurã Bakairi, Bóe Bororo e Xavante.

Na sequência, às 9h30, está prevista uma roda de conversa com abordagem de temas como história dos povos, educação indígena, mitos de origem e saberes ancestrais.

Às 10h20, o público participa de oficinas práticas que incluem pintura corporal, saberes tradicionais e expressões culturais. Após o almoço, a programação segue no período vespertino, a partir das 14h, com novas apresentações culturais, roda de conversa às 14h30 e oficinas às 15h30, encerrando o dia com lanche às 16h e jantar às 18h30.

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No dia 24 de abril, a programação continua com apresentações culturais a partir das 8h30, seguidas de roda de conversa às 9h e oficinas às 10h. Após o almoço, as atividades retornam às 14h com apresentações culturais, roda de conversa às 14h30 e oficinas às 15h30. O encerramento está previsto para as 18h, seguido de jantar às 18h30.

Para se inscrever basta se cadastrar neste link: https://www.sympla.com.br/evento/xii-encontro-intercultural-indigena-no-museu-de-historia-natural-de-mato-grosso/3386467

Serviço
O Museu de História Natural de Mato Grosso está localizado na avenida Manoel José de Arruda, 2000 – Jardim Europa, ou Beira Rio, às margens do rio Cuiabá. O espaço abriga acervos de paleontologia e arqueologia na histórica Casa Dom Aquino, consolidando-se como um importante espaço de educação, ciência e cultura no Estado. O local funciona de terça a domingo, das 8h às 18h, com exposições permanentes, temporárias e itinerantes.

Os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia), com gratuidade aos domingos e feriados. Para acompanhar a programação completa e participar das atividades, os interessados podem acessar o Instagram @museuhistorianaturalmt, ou entrar em contato pelo telefone (65) 99686-7701.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

Veja o Documento

Fonte: Política MT

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