Educação

Encontros do MEC discutem política étnico-racial e quilombola

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O Ministério da Educação (MEC) realiza nesta semana uma série de reuniões para acompanhar a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nos estados e nos municípios. Os encontros acontecem de 18 a 20 de agosto com coordenadores da política nos territórios, representantes das redes de educação e especialistas convidados. representantes das redes de educação e especialistas convidados.  

A Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.  

Nos encontros, os representantes das redes e os coordenadores da política discutirão com o MEC alinhamentos estratégicos para o fortalecimento da implementação da política, além de abordar temas como financiamento, gestão e governança.  

Haverá, ainda, momentos dedicados às trocas de experiências, fundamental para que boas práticas sejam replicadas em mais territórios e para que haja um fortalecimento da Pneerq.  

Durante a abertura do evento, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, destacou a importância da política para transformar, especialmente, a educação básica do país e tornar a escola um espaço com mais respeito, equidade e inclusão.  

“A vivência escolar cria em nós aquilo que Mateus Aleluia diz: ‘Meus traumas Freud não explica’. Parte disso vem da escola pública, que não se engajava para fazer com que meninas pretas não fossem a carne mais barata do território. Uma escola pública que também fazia a gente ter vergonha de quem somos, de onde a gente vinha. Uma escola pública que fazia a gente se envergonhar de levar nossas mães e pais em todos os eventos da escola porque não tinha ninguém igual a nós naquele espaço. Uma escola pública que fez a gente acreditar que éramos uma fraude”.  

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A secretária, responsável pela coordenação da Pneerq, também destacou a importância das contribuições da professora doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva no campo da educação étnico-racial no Brasil.  

“Não existe, na política educacional brasileira, alguém que tenha feito o que Petronilha escreveu sobre educação básica no Brasil. A gente precisa entender que esse momento é histórico porque está sendo construído com quem ajudou a gente a construir o caminho até aqui. […] O que vocês estão fazendo é inédito, porque estamos construindo capacidade instalada de equidade dentro das redes”.  

Petronilha dá nome ao Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, iniciativa da Pneerq para reconhecer secretarias de educação comprometidas com a implementação da Lei nº 10.639/2003, atualizada pela Lei nº 11.645/2008. O Selo promove o fortalecimento institucional das redes públicas que desenvolvem políticas educacionais voltadas à equidade racial e quilombola. 

Sobre Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A professora doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, nascida em 1942 em Porto Alegre, é uma renomada educadora, pesquisadora e ativista brasileira, cuja carreira é marcada pela luta contra o racismo e pela promoção de uma educação inclusiva. Formada em letras – francês pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), obteve seu mestrado e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao longo de sua trajetória, atuou em instituições de ensino como a UFRGS e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde é Professora Sênior no Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas.  

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Petronilha teve um papel crucial na implementação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas. Ela foi relatora do Parecer CNE/CP nº 3/2004, que regulamenta a lei, e contribuiu para a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Sua pesquisa, incluindo a tese “Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro”, foi fundamental para o reconhecimento da comunidade do Limoeiro como quilombo.  

Reconhecida por sua dedicação à educação e à valorização da cultura afro-brasileira, Petronilha foi agraciada com diversos prêmios, incluindo o título de Doutora Honoris Causa pela UFRGS em 2024. Além disso, foi nomeada Professora Emérita da UFSCar e Cavaleira da Ordem Nacional do Mérito. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Fundaj abre inscrições para pós-graduação lato sensu

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As inscrições gratuitas para o processo seletivo da Especialização em Violência, Direitos Humanos e Políticas Públicas Inclusivas: desenho, implementação e avaliação para a gestão pública estão abertas até 30 de julho, por meio de formulário eletrônico. O curso é ofertado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e será realizado na modalidade de educação a distância (EaD). Ao todo, são disponibilizadas 60 vagas.  

A especialização tem como objetivo formar profissionais capazes de analisar, desenhar, implementar, financiar e avaliar políticas públicas inclusivas voltadas às populações marginalizadas, contribuindo para o fortalecimento da capacidade institucional do Estado na redução das desigualdades estruturais, com foco nas dinâmicas sociais e administrativas das regiões Norte e Nordeste do Brasil. 

A formação é destinada a servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal que atuem na formulação, implementação, coordenação, financiamento, monitoramento ou avaliação de políticas públicas, além de técnicos e gestores públicos, profissionais das áreas de assistência social, saúde, educação, planejamento urbano, meio ambiente e desenvolvimento territorial, integrantes de defensorias, Ministério Público, órgãos de controle, conselhos de políticas públicas e profissionais envolvidos em políticas voltadas a populações marginalizadas. 

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Com carga horária de 360 horas, distribuídas em oito disciplinas de 45 horas cada, o curso terá duração de até 18 meses, sendo 11 meses destinados às disciplinas e até sete meses para elaboração e defesa do trabalho de conclusão de curso (TCC). 

As atividades serão realizadas em ambiente virtual de aprendizagem (AVA), administrado pela Fundaj, combinando atividades síncronas e assíncronas. No mínimo, 70% da carga horária será composta por atividades síncronas e até 30% por atividades assíncronas. As aulas ao vivo ocorrerão de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h, enquanto as atividades assíncronas poderão ser realizadas em horários de livre escolha dos cursistas, respeitando os prazos estabelecidos. 

Para obtenção do título de especialista, será exigida frequência mínima de 75%, aprovação em todas as disciplinas e elaboração de TCC, que será defendido em sessão pública perante banca examinadora. 

CotasDas 60 vagas ofertadas, 25% serão destinadas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), quilombolas, ciganos, indígenas, pessoas trans (transexuais, transgêneros e travestis) e pessoas com deficiência. Outros 20% das vagas serão reservados para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e integrantes de famílias de baixa renda, conforme a legislação vigente. 

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A realização do curso está condicionada à matrícula de, no mínimo, 25 estudantes. A Fundaj também poderá não preencher a totalidade das vagas ofertadas. 

Processo seletivoO processo seletivo será composto por duas etapas: análise da carta de intenção e análise do Currículo Lattes, acompanhada da documentação comprobatória, conforme os critérios estabelecidos no edital. 

O cronograma completo, o edital e todas as etapas do processo seletivo estão disponíveis na página de editais da Fundaj. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (81) 3073-6707 e (81) 3073-6671, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Fundaj 

Fonte: Ministério da Educação

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