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Envio ao Senado para autorização de crédito externo

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O Projeto SC Rural 2 entrou na etapa final para sua implantação ao ser enviado ao Senado. A proposta visa autorizar a contratação de uma operação de crédito externo entre o Governo de Santa Catarina e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). O financiamento total é de US$ 120 milhões junto ao Banco Mundial, com contrapartida de US$ 30 milhões do Estado.

Objetivos do SC Rural 2

O programa tem como foco o aumento da renda, a competitividade e o enfrentamento de eventos climáticos extremos, por meio da inovação tecnológica e melhorias nos serviços públicos rurais. O projeto foi encaminhado ao Senado pelo Governo Federal em 5 de agosto de 2025, conforme publicado no Diário Oficial da União em 6 de agosto.

Benefícios diretos aos produtores rurais

Segundo o secretário de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, Carlos Chiodini, metade dos recursos da operação de US$ 150 milhões será destinada como apoio direto aos produtores, sem necessidade de reembolso. Ele reforça que o SC Rural 2 será fundamental para fortalecer os setores rural e pesqueiro, promovendo competitividade, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico e social no campo.

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Instituições envolvidas e parceria estadual

O projeto foi elaborado pelo Governo de Santa Catarina por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em parceria com Epagri, Cidasc, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). Também conta com o apoio das Secretarias da Fazenda (SEF), Infraestrutura e Mobilidade (SIE) e Planejamento (Seplan).

Continuidade e duração do programa

O SC Rural 2 dará continuidade a programas anteriores, como Microbacias 1, Microbacias 2 e SC Rural 1. O plano prevê ações estratégicas ao longo de seis anos, com suporte direto a agricultores e pescadores.

Eixos principais do projeto
  • Infraestrutura: Ampliação do sinal de internet e serviços digitais, melhoria da energia elétrica e recuperação das estradas rurais.
  • Empreendedorismo e inovação: Incentivo à inclusão social, aumento de renda e estímulo aos negócios rurais e pesqueiros.
  • Ambiental: Fortalecimento dos recursos hídricos, adoção de sistemas de produção sustentáveis e adequação ambiental.
  • Bens e serviços públicos: Apoio estratégico para as ações de assistência direta aos produtores.
Trâmite e aprovações anteriores

O SC Rural 2 foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) em março de 2024. Depois, seguiu as etapas de operacionalização dos recursos com o Banco Mundial e o Estado, por meio das Missões 1, 2 e 3. Em setembro de 2024, recebeu aval da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). As minutas contratuais entre os governos estadual e federal foram negociadas e aprovadas em janeiro de 2025. Agora, o projeto aguarda a decisão final do Senado para avançar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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