Mato Grosso

Equipe de Santa Catarina visita MT para conhecer o CAR Digital 2.0 e trocar experiências ambientais

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Representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde de Santa Catarina vieram esta semana a Mato Grosso conhecer o funcionamento e a operacionalização do sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR Digital 2.0). O secretário adjunto da pasta, Guilherme Dallacosta, destacou que Mato Grosso é referência na utilização da ferramenta e tem muito a contribuir com os outros estados.

“Lançamos em fevereiro a ferramenta do CAR Digital em Santa Catarina. A Sema-MT tem muito a nos espelhar no que se refere à estruturação de equipes, investimentos e criação de um plano de governo voltado à regularização ambiental, além do trabalho direcionado à fiscalização para coibir eventuais infrações ambientais, danos ambientais”, ressaltou o secretário.

Lançado em Mato Grosso em junho do ano passado, o CAR Digital 2.0 ampliou em mais de 100% o número de análise e validações do Cadastro Ambiental Rural. O órgão ambiental mato-grossense saiu de 12.042 cadastros analisados e validados de forma manual para 26.391 cadastros validados somente na versão CAR Digital 2.0. O Estado conta atualmente com 40.976 CARs validados.

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A nova versão do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural trouxe mais agilidade e segurança na validação dos registros por meio de análises automatizadas. A análise cruza os limites informados pelo produtor com bases cartográficas homologadas pela Sema, como vegetação, hidrografia e áreas consolidadas.

O CAR é obrigatório para todos os imóveis rurais. Por meio dele, o produtor informa o uso do solo, as áreas de preservação permanente (APP), reserva legal (RL) e outras áreas relevantes. Além disso, o CAR é cada vez mais valorizado no acesso a crédito rural e novos mercados.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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