A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), por meio da Escola de Governo, vai realizar um ciclo de palestras sobre o protagonismo feminino no serviço público do Poder Executivo Estadual. Os interessados têm até 06 de março para se inscrever.
Foram disponibilizadas 1.000 vagas, nesta terça-feira (26.2). Os encontros serão realizados das 9h às 11h, nos dias 07, 14, 24 e 28 de março, com transmissão pelo YouTube. Para se inscrever, é só clicar aqui. Quem realizar a inscrição dentro do prazo, receberá a confirmação e o link de participação via e-mail.
Entre as temáticas que serão abordadas em cada palestra estão “O protagonismo da mulher na Seplag e Setasc”, “O protagonismo da mulher na gestão pública”, “O protagonismo da mulher nos multisetores” e “O direito da mulher”. As palestrantes serão divulgadas conforme a semana em que se realizará a palestra.
As palestras preveem o reconhecimento do trabalho dessas profissionais no desenvolvimento do serviço público e a discussão de políticas públicas que fomentem a redução de desigualdades e, ao mesmo instante, promovam a igualdade de gênero. Haverá certificação para os participantes que alcançarem a frequência de 75% nas atividades.
O ciclo de palestras está ancorado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que promovem a saúde e o bem-estar (ODS 3), a educação de qualidade (ODS 4), a igualdade de gênero (ODS 5), o trabalho decente e o crescimento econômico (ODS 8), a redução das desigualdades (ODS 10) e cultura de paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16).
A Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva tem se destacado com o projeto “Cultivando o Futuro: Educação, Sustentabilidade e Práticas na Escola”, uma iniciativa que vem transformando o processo de ensino-aprendizagem por meio da integração entre conteúdo pedagógico e práticas sustentáveis. A proposta busca estimular nos estudantes a consciência ambiental, hábitos saudáveis e o senso de responsabilidade com o meio em que vivem.
A partir da criação e manutenção de uma horta escolar, os alunos passam a vivenciar, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula. A experiência torna o aprendizado mais dinâmico, participativo e conectado à realidade, além de incentivar a curiosidade e a busca ativa por conhecimento.
Segundo o professor Cleber Borges dos Santos, que atua com protagonismo estudantil, o projeto fortalece o envolvimento dos alunos nas atividades da escola. “A gente incentiva muito a participação deles. No clube, eles trazem ideias, ajudam no plantio e se sentem responsáveis pelas ações. É um momento de interação, de trabalho em grupo e de desenvolvimento do respeito e da coletividade”, destacou.
Para o professor de matemática e pensamento científico, Eder Rodrigues dos Santos, a horta vai além do cultivo de alimentos. “Ela é um espaço de aprendizado prático, onde os alunos desenvolvem conhecimentos em ciência e matemática, além de valores como responsabilidade, paciência e trabalho em equipe. Investir na horta é investir em educação, saúde e futuro”, afirmou.
Os estudantes também relatam mudanças significativas na forma como enxergam o aprendizado e sua participação na escola. Kaiky Frasson, do 7º ano, conta que passou a se sentir mais valorizado. “Antes eu achava que minha opinião não fazia diferença, mas no clube aprendi que posso contribuir e ajudar a construir coisas com meus colegas. Isso me fez sentir protagonista”, disse.
Já Maria Luísa Oliveira Souza, também do 7º ano, destaca o ambiente acolhedor e colaborativo. “No clubinho eu me sinto respeitada e ouvida. A gente aprende a trabalhar em equipe, dividir tarefas e resolver problemas juntos. Isso me deixou mais confiante e responsável”, relatou.
Além de estimular o trabalho em equipe, o projeto contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e científico, já que os alunos são incentivados a observar, analisar e buscar soluções para os desafios encontrados no cultivo da horta.
Por fim, a diretora da escola Rosicacia Florêncio Costa, avalia que a iniciativa também fortalece a cultura maker, colocando os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado, com atividades práticas que desenvolvem autonomia e criatividade. “Ao compreenderem a origem dos alimentos e a importância da preservação ambiental, os jovens passam a adotar atitudes mais conscientes no dia a dia e a convivência na escola fica muito melhor”, finalizou.
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