Mato Grosso

Escola Estadual Liceu Cuiabano passará por restauração; aulas continuarão na unidade

Publicado

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vai restaurar o prédio da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller, tombado como patrimônio histórico, no Centro de Cuiabá. O investimento do Governo de Mato Grosso é de cerca de R$ 11 milhões.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, observou que o Liceu Cuiabano tem 145 anos e, por isso, precisa passar pela restauração.

“A infraestrutura do Liceu é muito antiga, há problemas graves na cobertura e na parte elétrica, até já tivemos princípios de incêndio na escola. Então, essa situação está com dia e hora contados para acabar. A Seduc trabalhou um ano nesse projeto com a participação do diretor Lucas Vaz e do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE)”, disse, explicando ainda que os engenheiros da Seduc elaboraram o projeto de restauração respeitando as regras e as normas que garantam a continuidade das características do prédio.

A previsão é de que as obras no prédio tenham duração de dois anos, sendo executada por etapas, começando pela quadra poliesportiva e pelo anfiteatro, para não prejudicar as aulas e a continuidade do calendário escolar dos alunos matriculados na unidade.

Leia mais:  Seduc reúne diretores de escolas militares e cívico-militares para alinhar ações e orientar sobre o Saeb 2025

“Quero deixar os pais tranquilos de que a escola vai permanecer aberta e a restauração vai acontecer com os alunos e os professores na escola”, destacou o diretor do Liceu Cuiabano, Lucas Vaz.

As outras opções seriam alugar um prédio para transferência da escola durante as obras, ou a possibilidade de os estudantes e servidores da unidade serem alocados em escolas próximas ou de acordo com a escolha de cada um.

Michel Alvim/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Secel realiza terceira caravana de encontros e diálogos em municípios das regiões Sudeste de Mato Grosso

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  MTPrev obtém nota máximo em índice do Ministério da Previdência

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana