Doze escolas da rede estadual de Cuiabá participarão do desfile cívico-militar de 7 de setembro de Independência do Brasil, na Avenida Getúlio Vargas, que será realizado no início da manhã deste sábado (07.09).
Organizada principalmente pelo Exército Brasileiro, a concentração das tropas da própria força militar e também da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Judiciária Civil, além das 12 escolas, começará a partir das 6h. A marcha, que está prevista para acontecer das 08h às 10h30, finalizará na Praça Santos Dumont.
Das 12 escolas da capital, 10 delas desfilarão com suas fanfarras, bandas, balizas e corpos coreográficos completos. Entre elas, está a Escola Estadual André Avelino Ribeiro, que tem uma banda de percussão sinfônica e uma banda marcial, ambas premiadas em eventos musicais nacionais. “Nossos alunos vão subir a avenida com muita empolgação e prometem um show”, contou o regente, professor Lueder Bruno.
Em Barra do Garças, os estudantes das Escolas Militares Tiradentes (PMMT) e Dom Pedro II (CBM), e da Escola Estadual Maria de Lourdes Hora Moraes também desfilarão no início da manhã, na Avenida Ministro João Alberto.
Já em Tangará da Serra, o desfile acontecerá às 17h, na Avenida Brasil, com a presença de forças militares e das Escolas Militar Tiradentes, 13 de Maio, 29 de Novembro, Antonio Hortolani, Patriarca da Independência, Jada Torres, Helcio de Souza, Indígena Malamalali, Ramon Sanches e a Escola Estadual Pedro Alberto Tayano.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o 7 de setembro possui uma significado cívico fundamental para os estudantes, que são incentivados pela Seduc e pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs) a participarem ativamente do desfile. “É uma oportunidade para que os jovens aprendam sobre a história do Brasil e a importância da independência, fortalecendo seu sentido de cidadania”, disse.
Em Tangará da Serra o evento será a partir das 17h na Avenida Brasil
Algumas cidades do interior não realizarão suas festividades devido ao tempo quente e seco, como Alta Floresta, Matupá, Confresa, Primavera do Leste, Poxoréo e Paranatinga.
Segundo a Seduc, além da realização do desfile no início da manhã ou no final da tarde, as 13 diretorias regionais de educação estão orientando as escolas para que providenciem água para os estudantes.
Confira a programação do desfile em Cuiabá
06h00 – Posicionamento das tropas militares e veículos 06h30 – Dispositivo pronto – tropas do Exército, PMMT, CBMMT, PJC e Polícia Penal 06h35 – Posicionamento das escolas federais, estaduais, municipais e outras entidades 07h00- Dispositivo pronto – escolas federais, estaduais, municipais e outras entidades 07h15 – Hasteamento dos Pavilhões Nacionais (Praça Santos Dumont) 07h25 – Revista à tropa formada pelo comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada 08h00 – Início do desfile militar e em seguida o desfile cívico 10h30 – encerramento
Escolas estaduais de Cuiabá que participarão do desfile
E.E. Militar Dom Pedro II Presidente Medici E. E. Militar Tiradentes Ten Cel PM Louirson Rodrigues Benevides E.E. André Avelino Ribeiro E.E. Governador José Fragelli Centro estadual de atendimento e apoio ao deficiente auditivo E.E. Agenor Ferreira Leão E.E. Alina do Nascimento Tocantins E.E. Dr. Mario de Castro E.E. Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller E.E. Prof. Welson Mesquita de Oliveira E.E. Souza Bandeira E.E. Professora Eliane Digigov Santana E.E. Prof. José Mendes Martins E.E. Padre Ernesto Camilo Barreto
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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