Mato Grosso

Escolas Técnicas Estaduais retomam aulas nesta segunda-feira (03) em 17 municípios

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As 17 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Mato Grosso iniciam o ano letivo nesta segunda-feira (03.2). Será a primeira vez que a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) tem todas as unidades de ensino em pleno funcionamento.

As ETECs poderão receber cerca de seis mil alunos ao longo de 2025. Serão ofertados cursos técnicos na modalidade concomitante intercomplementar com o Ensino Médio para jovens que estejam matriculados no Ensino Médio em escolas parceiras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ou seja, ao mesmo tempo em que estudam o Ensino Médio, os alunos também realizam um curso técnico.

Também são realizados cursos técnicos na modalidade concomitante para jovens de 17 anos ou mais, que estejam cursando a partir do 2º ano do Ensino Médio em qualquer instituição de ensino. Haverá, ainda, cursos técnicos na modalidade subsequente para jovens e adultos que já tenham concluído o Ensino Médio, mas que desejam obter uma certificação técnica.

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“Estamos ofertando cursos técnicos e profissionalizantes de qualidade para nossa população e atendendo a demanda de acordo com a vocação regional e o mercado de trabalho, conforme orienta o governo de Mato Grosso”, afirma o secretário da Seciteci, Allan Kardec.

O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim, também ressalta a importância dos cursos técnicos para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.

“O curso técnico transforma a vida das pessoas. O estudante e o trabalhador que já concluíram o Ensino Médio conseguem dar um salto no mercado de trabalho depois que obtêm o diploma. Além do mais, pesquisas demonstram que o desempenho universitário dos alunos que passaram pelo técnico é ainda melhor”.

As ETECs estão localizadas nos municípios de Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. Várzea Grande e Sorriso iniciam as aulas pela primeira vez em 2025.

Por meio das escolas técnicas, também são oferecidos cursos livres e de formação inicial em cidades sem sede cujos planos pedagógicos são baseados no Guia Nacional de Cursos-FIC e na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

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*Com supervisão de Téo Menezes

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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