Cuiabá

Especialistas esclarecem informações e reforçam segurança do pescado inspecionado

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Às vésperas da comercialização de pescado na Semana Santa, o projeto Peixe Santo, realizado pela Prefeitura de Cuiabá, foi indiretamente afetado pela divulgação distorcida de um estudo científico conduzido pela EMBRAPA e pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Pesquisadores e representantes do setor produtivo alertam que a forma como parte da informação foi divulgada causou preocupação desnecessária e pode prejudicar produtores que atuam dentro das normas sanitárias.

O principal equívoco na divulgação foi apresentar os resultados de forma incompleta. O estudo da UFMT não analisou o peixe pronto para consumo vendido à população. A pesquisa avaliou o ambiente de criação, incluindo água, sedimentos e áreas ao redor dos viveiros. A presença de microrganismos nesses locais pode ocorrer em sistemas abertos de produção e, isoladamente, não significa risco direto ao consumidor.

Segundo a professora doutora Luciana Kimie Savay da Silva e Prof. Dr. Eduardo Figueiredo da Faculdade de Nutrição da UFMT, faltou contextualização técnica na divulgação dos resultados. De acordo com a pesquisadora, a apresentação parcial das informações favoreceu interpretações equivocadas e gerou desinformação, sem que os responsáveis pelo estudo fossem ouvidos para explicar adequadamente os achados.

Eles destacam que a divulgação de resultados científicos fora de contexto pode trazer prejuízos à população e também a uma cadeia produtiva que trabalha para oferecer alimento seguro e de qualidade.

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Segurança do pescado depende de controle sanitário

Especialistas reforçam que o pescado comercializado dentro das normas sanitárias é seguro para consumo. A legislação brasileira exige controle rigoroso do produto final, e o cumprimento dessas exigências envolve diversas etapas após a saída do peixe da propriedade.

Nos frigoríficos e unidades de processamento, o pescado passa por procedimentos de higienização e controle sanitário que reduzem de forma importante o risco de contaminação. Além disso, o produto comercializado em canais regularizados deve atender aos padrões exigidos pelos serviços de inspeção.

No caso do projeto Peixe Santo, esse controle é reforçado por medidas como inspeção sanitária, armazenamento adequado e manutenção da temperatura correta durante o transporte e a comercialização. Os peixes são mantidos resfriados, acondicionados de forma apropriada e manipulados sob regras de higiene que ajudam a preservar a qualidade e a segurança alimentar.

Esses cuidados são fundamentais para que o produto chegue à população dentro dos padrões exigidos.

A orientação dos especialistas é clara: o consumidor deve priorizar a compra de pescado em locais regularizados e fiscalizados. O maior risco à saúde está na aquisição de produtos de origem desconhecida, vendidos sem inspeção e sem garantia de armazenamento adequado.

Além disso, alguns cuidados no preparo doméstico também são importantes, como manter o pescado refrigerado, evitar contato com alimentos crus e cozinhar corretamente antes do consumo. Essas medidas ajudam a prevenir contaminações e reforçam a segurança alimentar.

A pesquisa tem como objetivo melhorar a produção

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O estudo desenvolvido pela UFMT, em parceria com outras instituições, tem como finalidade aprimorar a produção aquícola e elevar os padrões de qualidade do pescado em Mato Grosso. Trata-se de uma pesquisa voltada à identificação de pontos críticos da cadeia produtiva e ao desenvolvimento de soluções para fortalecer a biossegurança e a qualidade da produção.

Entre os resultados esperados estão melhorias em práticas de manejo, sanitização e prevenção, com potencial de beneficiar tanto os produtores quanto os consumidores.

Em outras palavras, a pesquisa não representa uma ameaça ao consumo de pescado inspecionado. Ao contrário, ela contribui para tornar a produção ainda mais segura e qualificada.

Divulgação responsável é essencial

Representantes do setor produtivo também manifestaram preocupação com a repercussão provocada pela divulgação fora de contexto. Segundo eles, interpretações apressadas ou sensacionalistas comprometem a compreensão pública da ciência, geram insegurança desnecessária e afetam injustamente produtores que seguem regras rígidas de qualidade.

Diante disso, especialistas reforçam a importância de uma comunicação responsável sobre estudos científicos, especialmente em períodos como a Semana Santa, quando aumenta o consumo de pescado.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio do projeto Peixe Santo, reafirma seu compromisso com a oferta de um produto seguro, acessível e de qualidade, em conformidade com as exigências sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Audiência pública debate aumento da população em situação de rua e destaca ações da Prefeitura de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá participou, nesta terça-feira (3), de audiência pública realizada na Câmara Municipal para discutir o crescimento da população em situação de rua na capital. O debate, proposto pelo vereador Dilemário Alencar, reuniu representantes do Executivo municipal, Judiciário, OAB-MT, Defensoria Pública, Governo do Estado, sociedade civil organizada e vereadores em busca de soluções permanentes para um dos principais desafios sociais enfrentados pela cidade.

Durante a audiência, foi destacado que esta foi a primeira vez na história da Câmara Municipal de Cuiabá que o tema da população em situação de rua foi debatido em uma audiência pública específica. A proposta do encontro foi construir encaminhamentos e cobrar ações coordenadas entre os diversos órgãos envolvidos nas áreas de assistência, saúde, segurança, habitação e empregabilidade dessa população.

Representando a Prefeitura de Cuiabá, participaram a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares; a secretária de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher; a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon; o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Nivaldo Júnior; a procuradora-chefe da Saúde, Bianca Zanardi; além de secretários adjuntos e equipes técnicas de diversas pastas da administração municipal.

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A secretária Hélida Vilela destacou a importância da integração entre os órgãos públicos para garantir resultados efetivos. “Nenhuma instituição conseguirá enfrentar esse desafio sozinha. Precisamos fortalecer o trabalho conjunto para garantir acolhimento, dignidade e oportunidades para quem mais precisa”, afirmou.

Ao apresentar as ações da Saúde, a secretária Deisi Bocalon explicou que o município mantém equipes de Consultório na Rua, que atuam diretamente junto à população em situação de rua, oferecendo atendimentos médicos, acompanhamento de doenças como tuberculose e hanseníase, realização de curativos, vacinação e encaminhamentos para tratamento especializado. Ela também destacou o trabalho desenvolvido pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no atendimento de pessoas com dependência química e transtornos mentais, ressaltando que os tratamentos respeitam a autonomia dos usuários e não podem ocorrer de forma compulsória.

A procuradora-chefe da Saúde, Bianca Zanardi, apresentou o trabalho intersetorial desenvolvido pela Prefeitura para estruturar uma política pública permanente voltada à população em situação de rua. Segundo ela, o município criou um plano integrado envolvendo diversas secretarias, com metas compartilhadas, monitoramento contínuo e definição clara das responsabilidades de cada órgão. A iniciativa foi construída a partir de recomendações dos órgãos de controle e das discussões realizadas no Comitê Intersetorial coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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Entre as ações já executadas pela gestão municipal estão os serviços de acolhimento institucional, abordagem social, oferta de alimentação, distribuição de cobertores, instalação de bebedouros públicos, atendimento de saúde por meio dos Consultórios na Rua, campanhas de prevenção, capacitação de equipes para abordagens humanizadas, programas de qualificação profissional, políticas habitacionais e iniciativas voltadas à reinserção social e ao mercado de trabalho.

Bianca Zanardi também destacou que o problema exige atuação compartilhada entre município, Estado, União, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil. Segundo ela, o diagnóstico em elaboração permitirá identificar com maior precisão as necessidades da população atendida e subsidiará a definição de estratégias mais eficazes para os próximos anos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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