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Espumante brasileiro da Miolo estreia na Argentina e fortalece presença do vinho nacional na América Latina

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Miolo leva espumante moscatel brasileiro à Argentina

Pela primeira vez, a Miolo Wine Group exporta seu espumante moscatel para a Argentina, um mercado tradicionalmente fechado para rótulos nacionais neste segmento. Mais de 50 mil garrafas já cruzaram a fronteira, com o Punto Final Moscatel, produzido a partir de uvas cultivadas na Vinícola Terranova, no Vale do São Francisco (BA).

O lançamento marca um novo capítulo da vitivinicultura latino-americana, mostrando o Brasil como produtor de espumantes leves, aromáticos e com identidade tropical. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV, 2024), o Brasil é atualmente o 9º maior produtor mundial de espumantes e ocupa a 8ª posição em consumo, destacando-se pelo frescor e leveza de seus rótulos.

Distribuição estratégica e rápida aceitação

A distribuição do Punto Final Moscatel na Argentina é realizada pela Bodega Renacer, o quinto terroir da Miolo Wine Group, cobrindo Buenos Aires, Capital Federal, Patagônia, Rosário, Santa Fé, Entre Ríos e outras províncias. O produto também chegou a pontos como Grand Bar, Vitis e Majer, reforçando a presença inicial no país.

O interesse dos argentinos reflete a expansão da categoria doce no mercado local, que hoje representa 27% do total consumido, apesar da retração geral nas vendas de espumantes no país (-25% em 2024, segundo o Fondo Vitivinícola Argentino). A resposta do público foi imediata e positiva, com novos envios já planejados.

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Estratégia internacional da Miolo

Para Adriano Miolo, Diretor Superintendente, a exportação do moscatel simboliza a força do espumante brasileiro e consolida a presença da vinícola em mercados internacionais.

“O Punto Final Moscatel leva nossa essência a novos países, refletindo trabalho, qualidade e visão de futuro. Esta é mais uma etapa da internacionalização da Miolo, que já exporta para mais de 30 países”, afirma.

Em junho de 2025, a vinícola protagonizou a maior exportação de espumante brasileiro para a Suécia, com 200 mil garrafas do rótulo Cuvée N°7, elaborado com uvas Chenin Blanc do sertão brasileiro, agora distribuído nas 448 lojas do Systembolaget.

Sabor brasileiro e terroir singular do Vale do São Francisco

O Moscatel brasileiro se destaca pela combinação de solo, clima e técnicas de vinificação ideais para produzir espumantes aromáticos, frescos e equilibrados. O Vale do São Francisco, com calor intenso e luminosidade elevada, oferece condições perfeitas para uvas com alta concentração aromática e acidez vibrante, características ideais para o estilo moscatel.

Portfólio diversificado de espumantes Miolo

A Miolo produz espumantes em quatro terroirs brasileiros:

  • Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves/RS) – Vinícola Miolo, 100 hectares
  • Campanha Meridional (Candiota/RS) – Vinícola Seival, 200 hectares
  • Campanha Central (Santana do Livramento/RS) – Vinícola Almadén, 450 hectares
  • Vale do São Francisco (Casa Nova/BA) – Vinícola Terranova, 200 hectares
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Além disso, a Bodega Renacer (Mendoza/Uruguai) conta com 30 hectares. A produção anual de espumantes é de cerca de 2,5 milhões de garrafas, correspondendo a 25% da produção total do grupo, distribuídas em 17 rótulos sob as marcas Miolo, Terranova, Seival e Almadén.

Crescimento do Brasil no mercado global de espumantes

O Brasil vem ganhando destaque internacional no setor de espumantes, ocupando a 9ª posição mundial em produção, atrás de Itália, França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos.

O país se destaca pela qualidade, diversidade de estilos e autenticidade, consolidando-se como referência na vitivinicultura tropical.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

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A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

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Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

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Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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