Agro News

Estado debate estratégias para ganhar espaço no comércio exterior

Publicado

O Ceará chega ao fim de 2025 em um momento decisivo para sua inserção no comércio exterior. Após um ano marcado por mudanças nas rotas globais, novas barreiras comerciais e maior competição internacional, o estado tenta transformar desafios em oportunidades — e será nesse contexto que ocorrerá, na próxima quarta-feira (3), a 2ª edição do Cresce Ceará, iniciativa dedicada a discutir estratégias de expansão das exportações cearenses.

O encontro, que ocorrerá em Fortaleza, reunirá representantes do setor produtivo, instituições financeiras, especialistas em comércio internacional e gestores públicos em torno de um debate central: como ampliar a presença do Ceará no mercado global diante de um cenário econômico mais exigente e volátil.

Entre os temas que devem movimentar os painéis estão os gargalos logísticos da região, o custo do crédito para empresas exportadoras, o impacto das recentes restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos a determinados mercados e a necessidade de diversificação da pauta exportadora. O evento também será palco para apresentação de experiências práticas de empresas que conseguiram expandir vendas externas mesmo em um ambiente adverso.

Leia mais:  China impõe salvaguardas e deve redefinir o mercado global de carne bovina em 2026

Um dos pontos de atenção de 2025 — e que deve permanecer no radar ao longo de 2026 — é a sensibilidade das cadeias cearenses às mudanças estruturais do comércio internacional. Com vocações consolidadas em frutas, proteína aquática, couro, calçados, materiais químicos e operações ligadas à zona portuária, o estado combina setores altamente competitivos com segmentos que ainda buscam maior resiliência frente a variações cambiais, custos logísticos e disputas comerciais.

O evento também dedicará espaço ao agronegócio do Ceará, que ganhou fôlego consistente na última década. O setor ampliou produtividade, incorporou tecnologias de irrigação e consolidou nichos de exportação capazes de driblar limitações hídricas, como frutas frescas, crustáceos e produtos de horticultura de cultivo protegido. Mesmo assim, a manutenção desse ritmo depende de avanços em infraestrutura, crédito, certificações e acordos que facilitem o acesso a novos mercados.

A expectativa é que os debates sirvam para alinhar estratégias públicas e privadas num momento em que o comércio exterior global passa por uma reorganização significativa. Com a intensificação de políticas protecionistas, disputas entre grandes economias e revisão de acordos multilaterais, estados exportadores precisam se posicionar com planejamento e inteligência de mercado para preservar participação e conquistar novos espaços.

Leia mais:  Seca causa prejuízos no Sul e excesso de chuvas perdas nas lavouras do Norte e Centro-Oeste

Serviço
Cresce Ceará – 2ª edição
Data: 3 de dezembro
Horário: 8h às 12h
Local: BS Design Corporate Towers, Fortaleza
Inscrições gratuitas

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Publicado

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia mais:  Certificação RTRS impulsiona competitividade e sustentabilidade da AgroHering no Paraná

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia mais:  Conab aponta chuvas favoráveis no Centro-Norte e restrição hídrica no Sul em fevereiro

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana