Mato Grosso

Estão abertas as inscrições para a “Jornada do Corpo Presencial”

Publicado

Estão abertas as inscrições para a “Jornada do Corpo Presencial”, que oferecerá oficinas de fotografia, dança, escrita e de corpo, desejo e performance. O projeto é viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura-Expressões Artísticas da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel).

O objetivo do projeto é criar um espaço para a narrativa das histórias de vida através de múltiplas linguagens. Todos os processos criativos tratarão da existência que mulheres constroem, na arte, para sobreviver, enfrentar o preconceito e diversas outras violências.

“Queremos dar destaque aos Corpos invisibilizados, mas insurgentes. São de mulheres que criam arte, desafiam o preconceito e buscam ocupar cada vez mais espaços”, explica a proponente e diretora do projeto, Ju Queiroz.

Interessados podem se inscrever aqui, no entanto a inscrição não garante a vaga, já que a preferência é dada para corpos dissidentes (mulheres negras e pardas, indígenas, gordas, trans, pessoa não binária, pessoa com deficiência e idosas).

As oficinas ocorrerão aos finais de semana na Casa Cuiabana, entre os dias 12.7 e 03.8. Cada uma terá a duração de 6 horas e não podem ser feitas isoladamente.

Leia mais:  Polícia Civil cumpre mandados contra uma rede especializada em tráfico de drogas sintéticas

Ao final do processo, o material produzido pelas participantes passará por uma curadoria feita pela fotógrafa proponente, que culminará numa exposição, como uma contrapartida social.

A exposição contará com até 30 imagens e textos, individuais ou em uma série, dentro de uma realidade aumentada (tecnologia digital), as quais estarão dispostas em pontos das cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

As obras produzidas serão decoficadas em QRCode, impressas em alto relevo e distribuídas em pontos de ônibus e lugares com alto fluxo de transeuntes, nas cidades propostas. As obras permanecerão fixas até a sua degradação natural e possíveis intervenções do público.

“As participantes poderão experimentar coletivamente e artisticamente novas possibilidades de narrativas de si mesmas, compartilharem suas histórias, produzirem poesia e narrativas fotográficas”, ressalta Ju.

Confira o cronograma das oficinas:

– 12 e 13/7 das 14h às 17h – Oficina de Fotografia, com Ju Queiroz
(observação: não é necessário que os participantes tenham equipamento fotográfico, somente um celular com câmera)
– 19 e 20/7 das 14h às 17h – Oficina de Corpo, Desejo e Performance com Malu Jimenez
– 27/7 das 9h às 12h e das 14h às 17h – Oficina de Dança, com Jaque Roque
– 02 e 03/8 das 14h às 17h – Oficina de escrita, com Lupita Amorim

Leia mais:  Polícia Civil cumpre buscas em apuração sobre homicídio de vítima sequestrada em Juruena

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Mato Grosso lidera ranking nacional de solvência fiscal

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Governo de Mato Grosso investe R$ 1,5 milhão para fortalecer produção indígena Xavante

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana