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Estiagem e tarifas dos EUA derrubam exportações do Rio Grande do Sul em novembro

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As exportações do Rio Grande do Sul registraram forte queda em novembro de 2025, reflexo da estiagem que reduziu a oferta de soja e dos efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos.

De acordo com levantamento divulgado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) nesta quarta-feira (9), o estado exportou US$ 1,31 bilhão, valor 22% inferior ao mesmo período de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,69 bilhão.

O volume exportado também caiu 20%, somando 1,92 milhão de toneladas, contra 2,4 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. A principal razão para o recuo é a redução das vendas de soja em grão, produto fortemente afetado pela estiagem que atingiu lavouras gaúchas.

Agronegócio ainda responde pela maior parte das exportações

Mesmo diante da retração, o agronegócio manteve sua relevância na pauta de exportações do estado. O setor respondeu por 71% do valor total exportado, que somou US$ 1,86 bilhão, e representou 88% do volume embarcado.

No acumulado entre janeiro e novembro de 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 13,6 bilhões, o que representa uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Guerra comercial com os Estados Unidos intensifica perdas

As tarifas impostas pelos EUA continuam impactando os embarques gaúchos, afetando praticamente todos os grupos de produtos. Entre os mais atingidos estão:

  • Carne bovina in natura: queda de 100%;
  • Carne bovina industrializada: -52% em valor e -62% em volume;
  • Couros e peles crust: -68% em valor e -53% em volume;
  • Couros e peles preparados: -73% em valor e -65% em volume;
  • Fumo e derivados: -56% em valor e -40% em volume;
  • Pescados: -72% em valor e -74% em volume;
  • Produtos apícolas: -63% em valor e -70% em volume;
  • Madeira serrada: -54% em valor e -43% em volume.
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No total, a redução das exportações desses grupos foi de 60% em valor e 43% em volume frente a novembro de 2024.

Setor de carnes registra comportamento misto; bovinos avançam

A carne bovina foi a única categoria a registrar crescimento no mês, com a China permanecendo como principal destino, seguida por Rússia e Índia.

Apesar das restrições comerciais, as exportações para México e Canadá cresceram, compensando parcialmente as perdas no mercado norte-americano. A exportação de gado vivo também teve forte desempenho, com 97% dos embarques destinados à Turquia.

Já a carne de frango teve queda, principalmente nas vendas ao Oriente Médio, em razão de atrasos nos embarques portuários — situação que também prejudicou o setor suinícola, que apresentou bom desempenho nas Filipinas, mas perdeu espaço na China.

Soja, arroz e fumo pressionam o desempenho do agro gaúcho

A soja em grão foi o principal fator da retração nas exportações do estado, mas outros produtos agrícolas também registraram quedas significativas.

O arroz, por exemplo, encerrou novembro com queda de 43% no valor exportado, embora o volume tenha caído apenas 2% em relação a 2024. Já o trigo apresentou um resultado positivo: US$ 21 milhões exportados, após não registrar embarques em novembro do ano anterior.

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O fumo e seus derivados também tiveram forte queda, com redução de 20% no valor exportado e 1% no volume. Em 2024, o estado havia exportado mais de 15 mil toneladas do produto para o Egito — destino que não realizou compras em 2025, representando uma perda de US$ 107,3 milhões. Também houve retração nas vendas para a China, parcialmente compensada pelo bom desempenho das exportações para a Europa.

Ásia segue como principal destino das exportações do estado

A Ásia, excluindo o Oriente Médio, permanece como o principal destino das exportações gaúchas, com US$ 746 milhões e 1,36 milhão de toneladas embarcadas.

Em seguida aparecem:

  • Europa: US$ 287 milhões (sendo US$ 199 milhões para a União Europeia);
  • América do Sul: US$ 86 milhões.

Entre os países compradores, a China lidera com US$ 436 milhões, representando 33% do valor total exportado. Na sequência vêm Indonésia (5,8%), Bélgica (4%), Coreia do Sul (3,9%) e Turquia (3,7%).

Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas

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Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.

Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.

A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.

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Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura

Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.

O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.

A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.

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Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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