Saúde

Estratégia brasileira é destaque em força tarefa global contra meningites

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O Brasil participou da 10ª Reunião da Força Tarefa Técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para vencer as Meningites até 2030, realizada em Santiago (Chile), de 2 a 5 de setembro. A comitiva nacional foi composta por representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e da sociedade civil.

O encontro teve como objetivo a apresentação dos avanços alcançados pelos países envolvidos na luta contra as meningites  e a troca de experiências entre eles. Em sua apresentação, o Brasil destacou três componentes essenciais da estratégia nacional:

  • Vigilância robusta: fortalecimento dos sistemas de vigilância e coleta de dados como alicerce para todas as intervenções, permitindo o monitoramento preciso da doença, a detecção de surtos e a avaliação do impacto das ações de controle.
  • Atenção especializada e diagnóstico: ênfase na melhoria do acesso ao diagnóstico rápido e preciso, como a punção lombar, e na garantia de tratamento adequado em todos os níveis do sistema de saúde para reduzir a mortalidade e as sequelas.
  • Cuidado contínuo e reabilitação: um foco particular foi dado à necessidade de integrar o cuidado pós-meningite, abordando as sequelas da doença. A discussão destacou a importância de programas de reabilitação, acompanhamento de longo prazo e a integração entre a atenção hospitalar e primária para garantir a qualidade de vida dos sobreviventes.
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Além da experiência brasileira em vigilância integrada e nos modelos de reabilitação, a construção das Diretrizes para Enfrentamento ds Meningites até 2030 também foi compartilhada. “Sempre alinhados às recomendações da OMS, estamos avançando no roteiro nacional para eliminar a meningite como um problema de saúde pública e garantir um futuro mais saudável para todos os brasileiros”, ressaltou Carolina Gava, Consultora Técnica do Ministério Saúde.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos

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Nesta quarta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra 701.682 atendimentos realizados pelas equipes de Consultório na Rua (eCR) em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram outros 330.583 atendimentos. 

A data é lembrada em 19 de agosto em memória das vítimas do episódio conhecido como Massacre da Sé, ocorrido na madrugada de 19 de agosto de 2004, na Praça da Sé, em São Paulo. O episódio tornou-se referência na mobilização pela garantia de direitos e de políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

Atualmente, o Ministério da Saúde cofinancia 337 equipes de Consultório na Rua, que reúnem mais de 3,2 mil profissionais e estão presentes nas 27 unidades da Federação. As equipes atuam nos territórios onde essa população vive e circula, com ações de vacinação, testagem, atendimento em saúde, acolhimento e acompanhamento multiprofissional. 

As equipes podem ser compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. A atuação ocorre de forma articulada com as equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal e com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde. 

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Entre as condições que demandam atenção estão tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento também considera as vulnerabilidades sociais.  

“Grande parte dessas pessoas vivenciou rompimentos de vínculos familiares e passa por sofrimentos psíquicos relacionados às condições precárias de moradia. Isso exige das equipes de Consultório na Rua uma escuta qualificada e um cuidado integral e intersetorial, com o objetivo de promover a autonomia dessas pessoas”, destaca o coordenador de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Fernando Pessoa de Albuquerque. 

Política Nacional 

Em junho deste ano, entrou em vigor a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua), que estabelece princípios, diretrizes, responsabilidades dos entes federativos e prioridades para a organização das ações e dos serviços de saúde destinados a essa população no SUS. 

A política estabelece parâmetros para a atuação das Redes de Atenção à Saúde, a coordenação e a continuidade do cuidado e a articulação com outras políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

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Rede de cuidado 

Entre os dias 10 e 12 de agosto, profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes da sociedade civil participaram do 9º Encontro Nacional da Rede de Consultórios na Rua, em Foz do Iguaçu (PR). 

A programação reuniu debates, troca de experiências e apresentação de práticas de cuidado desenvolvidas nos estados e territórios, além de discussões sobre acesso, acolhimento e continuidade do atendimento em saúde à população em situação de rua. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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