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Estudo da UFERSA destaca aditivo com efeito antioxidante e ganhos de desempenho em tilápias-do-Nilo

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Um estudo conduzido pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró (RN), revelou resultados promissores sobre o uso de um aditivo nutricional desenvolvido por uma empresa do setor de nutrição animal no cultivo de tilápias-do-Nilo.

A pesquisa apontou que a suplementação das rações com o produto proporcionou melhor ganho de peso, maior eficiência alimentar e aumento da resistência ao estresse oxidativo, fatores que contribuem diretamente para a melhoria da produtividade e da qualidade do cultivo.

Melhor desempenho entre 1500 e 2000 g por tonelada de ração

Segundo os pesquisadores, o melhor desempenho das tilápias foi observado na faixa de 1500 a 2000 g do aditivo por tonelada de ração, intervalo considerado ideal para manter a estabilidade metabólica dos peixes.

De acordo com Juliana Forgiarini, nutricionista animal e integrante da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia responsável pelo produto, a inovação alia ciência e tecnologia para atender aos desafios da produção intensiva.

“A introdução de novas soluções tecnológicas é essencial para garantir produtividade e sustentabilidade na piscicultura moderna”, destaca Forgiarini.

Efeitos positivos na saúde intestinal e hepática das tilápias

Além dos ganhos produtivos, o estudo identificou melhorias significativas na saúde intestinal e hepática dos peixes. As análises histológicas mostraram vilos intestinais mais desenvolvidos e com menor incidência de lesões, além de redução de inflamações e de esteatose hepática nas tilápias alimentadas com o aditivo, especialmente nas dosagens mais elevadas.

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Comprovação de efeito antioxidante e fortalecimento celular

Os resultados também indicaram forte ação antioxidante do produto. Os pesquisadores observaram menor peroxidação lipídica e maior atividade de enzimas relacionadas à defesa celular, fatores que contribuem para melhor resistência ao estresse e fortalecimento do sistema imunológico.

Para a equipe envolvida, os dados reforçam o potencial do aditivo em sistemas de produção que buscam escala, sustentabilidade e controle sanitário mais rigoroso.

“A novidade representa um avanço importante para o mercado de criação de peixes, especialmente para quem deseja aumentar a produtividade de forma sustentável e tecnicamente segura”, conclui Juliana Forgiarini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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