Agro News

Etanol ganha competitividade e supera gasolina em sete estados e no Distrito Federal, aponta ANP

Publicado

O etanol hidratado apresentou maior competitividade em relação à gasolina em sete estados brasileiros e no Distrito Federal na última semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados, compilados pelo AE-Taxas, indicam que o biocombustível continua sendo uma alternativa economicamente vantajosa para parte dos consumidores brasileiros.

Na média nacional dos postos pesquisados, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina ficou em 63,24%, percentual considerado favorável ao consumo do biocombustível. Tradicionalmente, o etanol é apontado como mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina, embora especialistas do setor ressaltem que essa referência pode variar conforme a eficiência energética de cada veículo.

Estados onde o etanol é mais vantajoso

De acordo com os dados da ANP, o etanol apresentou paridade abaixo do limite de referência em:

  • São Paulo: 60,06%
  • Mato Grosso: 58,74%
  • Mato Grosso do Sul: 63,37%
  • Distrito Federal: 63,72%
  • Paraná: 64,34%
  • Goiás: 65,58%
  • Minas Gerais: 66,83%
  • Bahia: 69,99%
Leia mais:  IBGE diz que safra brasileira de grãos deve totalizar 295,9 milhões: queda de 6,2%

Entre os estados analisados, Mato Grosso registrou a melhor relação de competitividade, consolidando-se como um dos mercados mais favoráveis ao consumo do biocombustível. São Paulo, principal centro consumidor de combustíveis do país, também manteve ampla vantagem para o etanol.

Eficiência dos veículos pode ampliar vantagem

Representantes do setor sucroenergético destacam que a regra dos 70% serve apenas como referência geral. Em veículos flex mais modernos, que apresentam melhor desempenho com etanol, a competitividade do combustível renovável pode permanecer mesmo quando a paridade ultrapassa esse percentual.

Essa característica reforça a importância de o consumidor avaliar não apenas o preço na bomba, mas também o rendimento do veículo para determinar qual combustível oferece melhor custo-benefício.

Mercado de biocombustíveis segue fortalecido

A manutenção da competitividade do etanol em estados estratégicos ocorre em um momento de crescente valorização dos biocombustíveis no Brasil. Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o etanol fortalece a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, setor de grande relevância para o agronegócio nacional.

Leia mais:  Mato Grosso realiza seminário para desenvolvimento agropecuário a partir de quarta

Com a safra em andamento nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, o mercado acompanha a evolução dos preços e da oferta, fatores que continuarão influenciando a competitividade do etanol frente à gasolina nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026

Publicado

A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.

Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.

Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses

De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.

Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.

Leia mais:  Trigo enfrenta desafios com clima, câmbio e baixa de preços: especialistas orientam venda antecipada para evitar prejuízos

Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.

Exportações de tilápia atingem maior volume do ano

No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.

Novas tarifas dos EUA preocupam setor

Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.

Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.

Leia mais:  Mato Grosso realiza seminário para desenvolvimento agropecuário a partir de quarta

Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Perspectivas para a cadeia aquícola

O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.

A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana