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Etanol mantém vantagem sobre gasolina apenas no Mato Grosso do Sul, aponta ANP

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Etanol perde competitividade na maioria dos estados

O etanol hidratado manteve vantagem sobre a gasolina apenas no Mato Grosso do Sul na última semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Na média nacional, a paridade do etanol em relação à gasolina foi de 72,83%, percentual considerado desfavorável ao biocombustível. Em geral, o etanol é considerado competitivo quando o preço equivale a até 70% do valor da gasolina, devido à menor eficiência energética do combustível renovável.

Mato Grosso do Sul lidera como único estado com vantagem no uso do etanol

De acordo com o levantamento, o Mato Grosso do Sul foi o único estado onde o etanol manteve-se mais vantajoso para o consumidor. Por lá, o litro do combustível foi vendido em média a R$ 4,20, com paridade de 69,08% frente à gasolina.

Esse cenário reflete a boa oferta local e os custos logísticos mais baixos, além da forte presença do setor sucroenergético regional, que garante competitividade nos preços do etanol em relação aos derivados de petróleo.

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Especialistas destacam variações conforme o tipo de veículo

Executivos e analistas do setor lembram que a competitividade do etanol pode variar conforme o modelo e a eficiência do veículo. Em automóveis mais novos e motores otimizados para o uso do biocombustível, a paridade pode superar os 70% sem perda significativa de desempenho, tornando o etanol uma opção mais vantajosa mesmo em estados onde o preço é ligeiramente mais alto.

Além disso, fatores como emissões reduzidas, origem renovável e impactos ambientais menores continuam fortalecendo o papel do etanol na matriz energética brasileira, mesmo em momentos de desvantagem econômica frente à gasolina.

Contexto nacional e perspectivas

Os preços do etanol têm sido pressionados por custos de produção e variações no mercado internacional do açúcar, que compete diretamente pelo uso da cana-de-açúcar. Já a gasolina vem sendo influenciada pelas cotações do petróleo e pelas políticas de preços da Petrobras.

A expectativa é de que a paridade melhore nos próximos meses, com o avanço da safra de cana e o aumento da oferta de etanol hidratado no mercado interno, o que pode reduzir os preços nas bombas e ampliar sua competitividade em mais estados brasileiros.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio sanitário na suinocultura reforça biosseguridade e melhora desempenho produtivo das granjas

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A adoção de protocolos rigorosos de biosseguridade nas granjas foi um dos principais temas debatidos durante a 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos, realizada em 17 de abril no Centro Municipal de Eventos, em São Paulo. O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da cadeia produtiva para discutir inovações e boas práticas na suinocultura e avicultura.

Biosseguridade é fator decisivo na suinocultura moderna

Durante o evento, o especialista em sanidade da Topigs Norsvin, Tarcísio Vasconcelos, destacou a importância do manejo sanitário adequado entre os ciclos de produção como pilar essencial para a eficiência produtiva.

Segundo ele, o vazio sanitário — período em que as instalações permanecem sem animais após a saída de um lote — é uma etapa estratégica no controle de doenças e na manutenção da saúde dos plantéis.

“O encontro reforça a importância da adoção de tecnologias e da troca de experiências reais do campo, que ajudam a manter a atualização constante sobre práticas fundamentais no dia a dia do agronegócio”, afirmou o especialista.

Limpeza e desinfecção são etapas críticas entre lotes

Vasconcelos participou de uma mesa redonda dedicada ao preparo das instalações antes do alojamento de novos lotes. Ele enfatizou que os procedimentos de limpeza e desinfecção dos barracões são determinantes para o sucesso do ciclo produtivo.

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A correta execução dessas etapas reduz a pressão de agentes patogênicos e contribui diretamente para a biosseguridade das granjas, impactando o desempenho zootécnico e a eficiência dos sistemas de produção.

Vazio sanitário garante maior segurança e produtividade

De acordo com o especialista, o vazio sanitário não deve ser visto apenas como uma pausa operacional, mas como uma ferramenta estratégica de controle sanitário.

Esse intervalo permite a quebra do ciclo de transmissão de doenças, reduz riscos sanitários e melhora as condições para o alojamento de novos animais, refletindo em maior desempenho produtivo e estabilidade dos resultados.

Evento reuniu cadeia produtiva e debateu inovação no campo

A programação da 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos abordou temas como políticas públicas para o setor, controle de doenças virais e modernização das estruturas produtivas.

O evento contou com entrada gratuita e foi promovido pela consultoria AgroExperts, com apoio do Sistema FAESP/SENAR, do Sindicato Rural de Boituva, da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), da Prefeitura Municipal e da Associação Paulista de Avicultura (APA).

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, tecnologia e campo para o fortalecimento da suinocultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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