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Etanol reage no mercado semanal e registra alta nos preços; indicador diário em Paulínia tem leve recuo

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O mercado brasileiro de etanol apresentou recuperação nos preços ao longo da última semana, refletindo ajustes nas negociações entre usinas e distribuidores. Apesar da valorização no acumulado semanal, o indicador diário de Paulínia (SP) encerrou a sexta-feira (6) com leve recuo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

A movimentação ocorre após um período de retração observado ao longo de fevereiro e indica uma recomposição parcial dos valores praticados no mercado do biocombustível.

Etanol hidratado registra alta superior a 3% na semana

De acordo com levantamento semanal do Cepea/Esalq, o etanol hidratado apresentou avanço relevante entre os dias 2 e 6 de março.

A média das negociações foi de R$ 2,9352 por litro, o que representa alta de 3,13% em comparação com a semana anterior.

O desempenho sinaliza uma retomada gradual da demanda, além de ajustes nos preços praticados pelas usinas no mercado interno. O movimento também acompanha fatores sazonais do setor de combustíveis e o ritmo de comercialização típico do início do ciclo produtivo da indústria sucroenergética.

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Etanol anidro também apresenta valorização

O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória com a gasolina, também registrou avanço no mesmo período analisado.

A média semanal foi de R$ 3,2737 por litro, representando alta de 1,49% frente à semana anterior.

O resultado reforça o movimento de recuperação gradual dos preços do biocombustível, após um período de pressão observado nas últimas semanas do mês de fevereiro.

Indicador diário de Paulínia encerra semana com leve queda

No mercado spot, o Indicador Diário de Paulínia (SP) — uma das principais referências nacionais para o mercado de etanol — apresentou comportamento diferente no fechamento da semana.

Na sexta-feira (6), o etanol hidratado foi negociado a R$ 3.016,00 por metro cúbico, registrando queda de 0,23% no comparativo diário.

Apesar do recuo pontual no encerramento da semana, o indicador ainda acumula valorização de 1,53% ao longo de março, sinalizando uma recuperação parcial após as perdas registradas no mês anterior.

Cenário macroeconômico também influencia o mercado de combustíveis

O ambiente macroeconômico segue exercendo influência relevante sobre o comportamento dos preços de combustíveis no Brasil.

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Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. O patamar é o mais elevado em quase duas décadas e faz parte da estratégia da autoridade monetária para conter as pressões inflacionárias.

Analistas do mercado financeiro indicam que, caso o processo de desaceleração da inflação se consolide, o Banco Central poderá iniciar um ciclo gradual de redução da taxa de juros ao longo de 2026.

Mudanças em variáveis macroeconômicas, como juros, inflação e câmbio, impactam diretamente os custos de produção do setor sucroenergético, além de influenciar a demanda por combustíveis e a competitividade do etanol frente à gasolina no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil lança chamada para remunerar mais de 2,3 mil famílias de povos e comunidades tradicionais da Amazônia

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lança Chamada Pública de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltada especialmente para pessoas de povos e comunidades tradicionais. Podem participar famílias que participam do Programa Territórios da Floresta nos estados do Acre e Amazonas. 

A iniciativa beneficiará mais de 2.300 famílias, que poderão receber até R$ 8 mil em PSA, distribuídos em duas parcelas anuais de R$ 4 mil. A chamada contempla mais de 100 comunidades localizadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus, no Acre, e Canutama, Careiro, Guajará, Humaitá, Itacoatiara, Lábrea, Manicoré e Nova Olinda do Norte, no Amazonas.

“Os povos e comunidades tradicionais são guardiões de alguns dos territórios mais conservados da Amazônia. Esta iniciativa é um apoio direto para garantir a permanência dessas populações em seus territórios, valorizando seus conhecimentos e promovendo o desenvolvimento sustentável”, afirma o secretário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

Os recursos serão destinados às famílias como reconhecimento pelos serviços ambientais associados à conservação da vegetação nativa, à prevenção de incêndios florestais, ao manejo sustentável dos recursos naturais, à vigilância territorial comunitária e à manutenção dos serviços ecossistêmicos que beneficiam toda a sociedade.

O investimento é de aproximadamente R$ 20 milhões, com recursos do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund – GCF) no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, iniciativa desenvolvida pelo MMA em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Inovação em políticas de conservação

A nova chamada representa uma inovação no Floresta+ Amazônia ao integrar instrumentos econômicos de conservação com o fortalecimento dos direitos de povos e comunidades tradicionais.

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“Esta chamada pública representa uma evolução do trabalho desenvolvido pelo Projeto Floresta+ Amazônia nos últimos anos. A experiência acumulada demonstra que, quando associamos pagamentos por serviços ambientais à gestão territorial e à inclusão social, criamos condições mais favoráveis para a conservação de longo prazo. Agora, ampliamos essa estratégia para reconhecer e fortalecer comunidades tradicionais que desempenham um papel essencial na proteção da Amazônia”, ressalta o representante do PNUD no Brasil, Claudio Providas.

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Sustentável do MMA, Edel Moraes, destaca que a medida vai além do incentivo. “A iniciativa reconhece os serviços ambientais e sociais que essas comunidades prestam a toda a sociedade brasileira, protegendo florestas, águas, a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais. Trata-se da consolidação de uma política pública que compreende que não há conservação ambiental sem justiça social e sem a valorização daqueles que, há gerações, mantêm a floresta viva e produzem soluções para os desafios climáticos do nosso tempo”, enfatiza.

Além do benefício financeiro direto às famílias, o PSA para as famílias do Programa Territórios da Floresta busca fortalecer a gestão territorial comunitária, valorizar conhecimentos tradicionais e incentivar práticas sustentáveis capazes de gerar benefícios ambientais, sociais e climáticos de longo prazo.

Inscrições e mobilização comunitária

Desde maio, equipes do MMA, do PNUD e de instituições parceiras vêm realizando reuniões de apresentação da iniciativa junto às comunidades potencialmente beneficiárias.

A implementação da chamada seguirá os princípios de Consulta e Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI), conforme estabelece a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dessa forma, as organizações do projeto buscam garantir a participação das comunidades e respeitar os seus próprios processos decisórios.

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As inscrições serão abertas no dia 30 de junho e seguem até 31 de dezembro de 2026, sendo realizadas principalmente por meio de mutirões nas comunidades elegíveis. A mobilização contará com o apoio das equipes locais do Projeto Floresta+ Amazônia, além da parceria com organizações da sociedade civil e governos locais.

Acesse a chamada pública aqui

Sobre o Projeto Floresta+ Amazônia

O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa de cooperação internacional do Governo do Brasil, coordenada pelo MMA, implementada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF).

A iniciativa promove a conservação e a recuperação da vegetação nativa por meio de mecanismos de PSA, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva, a geração de renda e a redução do desmatamento na Amazônia Legal.

Sobre o Programa Territórios da Floresta

O Programa Territórios da Floresta é uma ação dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que promove o reconhecimento e a regularização fundiária dos territórios de povos e comunidades tradicionais que usam ou ocupam florestas públicas federais não destinadas na Amazônia Legal. 

Com esse programa, o governo brasileiro concederá o direito de uso coletivo dessas áreas para as comunidades por meio de um Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU), válido por prazo indeterminado e que confere segurança jurídica às comunidades e acesso a outras políticas que contribuem para o uso sustentável da natureza.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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