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EUA implementam tarifa de 40% sobre frutas brasileiras e pressionam exportações, alerta Cepea

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Nova tarifa entra em vigor afetando exportações brasileiras

Desde esta quarta-feira (6), entrou em vigor uma nova etapa da política tarifária dos Estados Unidos sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40% que se soma aos 10% já vigentes desde abril, elevando a carga tributária para até 50% sobre uma parcela significativa das exportações brasileiras de frutas frescas.

Produtos afetados pela sobretaxa

Entre os principais itens impactados pela tarifa estão manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Contudo, o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa de 40%, permanecendo apenas com a tarifa inicial de 10%. Essa isenção parcial traz algum alívio ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não reduz a pressão geral sobre as exportações de frutas e hortaliças frescas brasileiras.

Consequências para o setor produtivo e comercial

O aumento tarifário intensifica os desafios para a fruticultura exportadora, principalmente para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (gengibre). Com o custo maior para importadores americanos, espera-se renegociação de contratos, redução dos volumes embarcados e até suspensão das exportações em alguns casos.

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Organizações do setor e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reforçam a necessidade de uma resposta diplomática rápida. Paralelamente, exportadores buscam alternativas de mercado, como ampliar relações comerciais com a União Europeia, Oriente Médio e países asiáticos.

Manga: o maior desafio do momento

No curto prazo, a manga é a principal preocupação do setor, sendo a fruta fresca brasileira mais exportada para os EUA. A tarifa de 40% entrou em vigor justamente quando a cadeia produtiva se preparava para os primeiros embarques da nova safra, ameaçando a viabilidade comercial desses lotes.

Além de sua perecibilidade e comercialização in natura, a manga enfrenta dificuldades para redirecionar grandes volumes a outros mercados devido à limitada capacidade de absorção externa. O setor espera que, caso a sobretaxa cause pressões inflacionárias nos EUA, haja uma possível revisão parcial para produtos não cultivados em escala no país, como a manga — um movimento semelhante ao que se espera para o setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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