Agro News

EUA impõem tarifa de 50% e ameaçam mercado de subprodutos do suco de laranja brasileiro

Publicado

O setor exportador brasileiro de suco de laranja enfrenta perdas significativas devido à tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre subprodutos da cadeia citrícola, mesmo com o suco em si estando fora dessa sobretaxa. A combinação do impacto tarifário e da queda nos preços internacionais pode gerar prejuízos totais superiores a R$ 2,9 bilhões na safra 2024/25.

Impacto da tarifa de 50% sobre subprodutos do suco de laranja

Embora o suco de laranja não tenha sido incluído na tarifa de 50% imposta pelos EUA, os subprodutos, que faturaram US$ 177,8 milhões na última safra (equivalentes a R$ 973,6 milhões), foram diretamente afetados pela sobretaxa. Essa taxação inviabiliza economicamente as exportações desses insumos essenciais para diversos setores, especialmente bebidas e cosméticos.

Perdas estimadas chegam a R$ 1,54 bilhão só com subprodutos

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), o prejuízo imediato para o setor com os subprodutos alcança R$ 973,6 milhões. Somado ao impacto da tarifa de 10% aplicada sobre o suco de laranja, estimado em R$ 566,7 milhões, o total ultrapassa R$ 1,54 bilhão.

Leia mais:  Exportações de carne suína caem 26,3% em novembro, maior queda mensal desde 2015
Uso dos subprodutos na indústria americana e efeitos da sobretaxa

Nos EUA, cerca de 58% do consumo de suco é de suco reconstituído — concentrado a 66% de sólidos e diluído posteriormente para 12% no preparo final. Ingredientes como células cítricas e óleos essenciais, fundamentais para sabor e aroma, estão sujeitos à tarifa de 50%, o que dificulta a comercialização.

Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, destaca:

“Essa sobretaxa inviabiliza operações, prejudicando a experiência do consumidor americano e impactando negativamente toda a cadeia brasileira.”

Exportações brasileiras de óleos essenciais para os EUA também sofrem impacto

Os óleos essenciais extraídos da laranja são essenciais para a indústria cosmética, conferindo notas cítricas a perfumes. Os EUA absorvem fatias importantes dessas exportações brasileiras: cerca de 36% do óleo prensado, 39% do óleo comum e quase 60% do d-limoneno, utilizado em fragrâncias e solventes naturais. A tarifa elevada representa um grande desafio para esses setores.

Queda nos preços internacionais agrava situação do setor

Além da tarifa, o setor enfrenta forte retração nos preços internacionais do suco, reflexo do aumento de 36% na oferta de frutas em comparação à safra anterior, segundo o Fundecitrus. O preço médio da tonelada exportada para os EUA caiu 20,17%, de US$ 4.243 para US$ 3.387 (cotação de 7 de agosto).

Leia mais:  Acordo entre União Europeia e Mercosul cria a maior área de livre comércio do mundo e abre novas oportunidades ao agronegócio brasileiro

Essa desvalorização, mantido o volume exportado, pode gerar uma perda de receita de aproximadamente US$ 261,8 milhões, equivalentes a R$ 1,43 bilhão.

Perdas totais do setor podem ultrapassar R$ 2,9 bilhões na safra 2024/25

Somando os efeitos das tarifas e a queda das cotações, o prejuízo total do setor exportador brasileiro de suco de laranja pode ultrapassar R$ 2,9 bilhões.

Para Ibiapaba Netto:

“Embora o setor tenha sido incluído na lista de exceções para o suco, os impactos da sobretaxa sobre os subprodutos e o cenário desafiador do mercado neste ano são expressivos.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

Publicado

Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

Leia mais:  Brasil consolida liderança global em inovação e sustentabilidade na Semana Internacional do Café 2025

Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

Leia mais:  Exportações de carne suína caem 26,3% em novembro, maior queda mensal desde 2015

Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana