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Evento aborda desafios da masculinidade e violência contra mulheres 

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Como os estereótipos de gênero moldam relações e perpetuam violências? Essa foi a reflexão central da palestra “Coisa de Menino: Uma conversa sobre masculinidade, misoginia e paternidade”, realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) com a psicanalista Maria Homem, que provocou o público a repensar padrões culturais e seus impactos na sociedade.Durante sua exposição, Maria Homem destacou a necessidade de repensar modelos tradicionais de gênero. “Tínhamos um modelo produtivo dualista: meninos fazem isso, meninas fazem aquilo. Esse modelo não funciona mais. É muito limitado e pesado. Todo mundo pode fazer tudo. Vamos nessa. É uma transformação, não uma perda. Há ganhos quando ocupamos todos os espaços.”Ela também abordou a importância da participação masculina no cuidado familiar. “Menino, entre no espaço privado também. Eduque seu filho, vá ao parquinho, cuide dos mais velhos, dialogue com a mulher que você ama. Antes havia uma cisão, você amava uma e desejava outra. Vamos mudar isso.”Durante a palestra, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, ressaltou a relevância do tema diante da realidade local. “Mato Grosso lidera os índices de feminicídio no país, o que evidencia a urgência de enfrentar a misoginia como um problema estrutural. Este evento é uma oportunidade para ampliar o debate e promover mudanças que ajudem a romper ciclos de violência contra as mulheres.”Coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, atuou como debatedora e reforçou o compromisso institucional do MPMT. “O enfrentamento à violência doméstica exige não apenas medidas legais, mas também reflexão sobre as raízes culturais que sustentam a desigualdade. Essa discussão é fundamental para avançarmos.”Ao final, Maria Homem fez um convite à reflexão coletiva. “Vamos colocar o olhar clínico e analítico a serviço dos nossos agrupamentos e do nosso país. Temos uma janela de oportunidade agora no século 21. Vamos debater isso e seguir adiante.”O evento foi realizado com foco no debate sobre gênero, e reuniu membros, servidores, estagiários e público externo por meio da plataforma Microsoft Teams e do canal oficial do MPMT no YouTube. A iniciativa foi organizada pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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