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Expofeira do Amapá 2025 projeta R$ 1 bilhão em negócios sustentáveis e destaca inovação na Amazônia

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A 54ª Expofeira do Amapá começou neste sábado (30) no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá (AP), com expectativa de movimentar R$ 1 bilhão em negócios sustentáveis. O evento, considerado a maior vitrine da Amazônia, terá programação de nove dias voltada para economia criativa, inovação, empreendedorismo, cultura, turismo e energia verde.

Além da abertura oficial, a edição celebra também a marca de 100 mil empregos formais gerados no estado.

Espaço para pequenos empreendedores

Nesta edição, 300 empreendedores populares foram selecionados para apresentar seus produtos e serviços a um público diversificado. A participação fortalece a presença dos pequenos negócios e impulsiona o desenvolvimento local.

Aquário da Inovação retorna com pavilhão tecnológico

O Aquário da Inovação volta à Expofeira como um pavilhão temático imersivo, reunindo 36 instituições, startups e empresas. O espaço conecta pesquisadores, empreendedores, universidades e o público, promovendo troca de conhecimento e valorização da ciência e da inovação amapaense.

As áreas foram divididas em setores:

  • Ciência, tecnologia e universidades
  • Startups e bioeconomia
  • Governo e instituições
  • Expo Game e Painel Ecológico
  • Corredor do Açaí
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Um dos destaques é a startup BioAçaí, do empreendedor André Iago, que aposta em soluções inovadoras na bioeconomia com a produção de farinha de tapioca, mostrando como o saber tradicional pode gerar impacto econômico positivo.

ExpoAmazônia promove bioeconomia e energias renováveis

A edição 2025 traz como novidade a 1ª ExpoAmazônia, voltada para iniciativas de bioeconomia, sociobioeconomia, turismo sustentável, energias renováveis e tecnologias limpas. O objetivo é ampliar o acesso a financiamentos verdes e abrir novas oportunidades para pequenos produtores e startups.

Durante a feira, foi lançado o Desafio Startup Amapá 2025, em parceria com a Fapeap e a Setec, que premiará empresas inovadoras com soluções criativas alinhadas às demandas amazônicas.

Agricultura familiar e extrativismo sustentável em destaque

O Instituto Rurap (Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá) participa com uma programação voltada à agricultura familiar e ao extrativismo sustentável. Entre as atividades estão oficinas, cursos, palestras, emissão da Carteira Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e exposições que integram produção rural e conservação ambiental.

Também haverá áreas destinadas à horticultura, pesca artesanal e esportiva, fruticultura irrigada e comercialização de animais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF mantém restrições para compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro no Brasil

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A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a compra de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro recolocou o tema no centro das discussões jurídicas e econômicas do agronegócio brasileiro. O entendimento da Corte reforça que o Brasil permite investimentos estrangeiros em imóveis rurais, mas mantém um rígido sistema de controle e fiscalização sobre essas operações.

Em análise publicada pelo advogado Henrique Costa de Seabra, doutorando em Direito Minerário e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), a decisão do STF não cria novas restrições, mas consolida a interpretação de que as regras já existentes são constitucionais e devem ser aplicadas de forma uniforme em todo o país.

Constituição permite compra de terras, mas com limites

Segundo Henrique Costa de Seabra, a legislação brasileira não proíbe a aquisição ou o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros. O que existe é um regime jurídico específico, fundamentado na proteção de interesses estratégicos nacionais.

A Constituição Federal autoriza que a lei estabeleça limites e condições para esse tipo de operação, considerando fatores como soberania territorial, segurança alimentar, política agrária e desenvolvimento econômico.

Na prática, investidores estrangeiros podem atuar no mercado de terras rurais brasileiro, desde que cumpram exigências legais relacionadas a autorização prévia, limites territoriais, controle por município e restrições em áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira.

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Empresas brasileiras com capital estrangeiro seguem sob restrições

Um dos principais pontos debatidos no julgamento envolve a aplicação da Lei nº 5.709/1971, que equipara empresas brasileiras controladas majoritariamente por capital estrangeiro às empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais.

De acordo com Henrique Costa de Seabra, isso significa que a simples abertura de uma empresa no Brasil não elimina automaticamente as restrições previstas na legislação.

Foi justamente esse entendimento que o STF confirmou ao julgar, em abril de 2026, a ADPF 342 e a ACO 2.463. Por unanimidade, os ministros validaram as limitações previstas na legislação para empresas brasileiras sob controle estrangeiro.

STF reforça uniformização nacional das regras

Além de manter a validade das restrições legais, o Supremo também anulou um parecer da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo que dispensava cartórios paulistas de aplicar determinadas exigências em operações envolvendo capital estrangeiro.

Para Henrique Costa de Seabra, a medida fortalece a uniformização nacional do tema e amplia a previsibilidade jurídica para investidores, produtores rurais, empresas e agentes do setor imobiliário.

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A decisão também reforça a necessidade de análise criteriosa em operações rurais que envolvam participação estrangeira, especialmente em relação à composição societária das empresas, extensão das áreas negociadas, localização dos imóveis e necessidade de autorizações administrativas.

Mercado de terras segue atrativo para capital internacional

O debate ganha ainda mais relevância diante do aumento global do interesse por ativos ligados à produção agrícola, mineração, energia e recursos naturais.

Segundo Henrique Costa de Seabra, o julgamento do STF demonstra que o Brasil continua aberto ao investimento estrangeiro no agronegócio, mas sob mecanismos de controle considerados estratégicos pelo Estado brasileiro.

A interpretação adotada pela Corte busca equilibrar abertura econômica e proteção de interesses nacionais, incluindo soberania territorial, segurança alimentar e prevenção da concentração fundiária.

Segurança jurídica ganha destaque no agronegócio

Para o mercado, a decisão do STF tende a oferecer maior segurança jurídica para futuras operações envolvendo terras rurais e capital estrangeiro.

Ao mesmo tempo, o entendimento deixa claro que investidores internacionais precisarão continuar observando rigorosamente a legislação brasileira, especialmente em operações relacionadas ao agronegócio, produção de alimentos, energia e exploração de recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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