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Exportação de açúcar no Brasil soma 3,6 milhões de toneladas em outubro com destaque para Porto de Santos

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O número de navios aguardando para embarque de açúcar nos portos brasileiros subiu para 84 na semana encerrada em 8 de outubro, ante 79 em 24 de setembro, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil.

O relatório aponta que estão programadas exportações de 3,608 milhões de toneladas de açúcar, acima das 3,210 milhões de toneladas registradas na semana anterior.

Portos brasileiros concentram carregamentos de açúcar

O Porto de Santos (SP) lidera os embarques, com 2.465.368 toneladas agendadas. Em seguida, aparecem:

  • Paranaguá (PR): 710.217 toneladas
  • São Sebastião (SP): 214.310 toneladas
  • Imbituba (SC): 80.110 toneladas
  • Recife (PE): 68.588 toneladas
  • Suape (PE): 37.500 toneladas
  • Maceió (AL): 32.000 toneladas

Quanto à tipologia, a maior parte da carga é de VHP (3.399.805 toneladas), seguida de Cristal B150 (24.500 toneladas), Refinado A-45 (27.488 toneladas) e TBC (156.300 toneladas). O levantamento considera embarcações já ancoradas, aguardando atracação em largo e aquelas com previsão de chegada até 31 de dezembro.

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Desempenho das exportações em setembro

Segundo dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume total de açúcar exportado em setembro de 2025 foi de 3,245.837 toneladas, gerando receita de US$ 1,309 bilhão, com preço médio de US$ 403,40 por tonelada. A média diária foi de 147,538 mil toneladas exportadas e receita de US$ 59,515 milhões.

Na comparação com setembro de 2024, houve queda significativa:

  • Receita diária: -26,6% (de US$ 84,931 milhões em 2024 para US$ 59,515 milhões em 2025)
  • Volume médio diário: -16,3% (de 184,738 mil toneladas para 147,538 mil toneladas)
  • Preço médio por tonelada: -12,3% (de US$ 459,70 para US$ 403,40)

O volume total embarcado caiu 16% frente ao mesmo mês do ano passado, enquanto a receita diminuiu 26%, refletindo uma combinação de menor demanda e preços mais baixos no mercado internacional.

Perspectivas para o setor de açúcar

Apesar do volume expressivo de embarques em outubro, analistas destacam que a pressão por preços menores e a concorrência no mercado global podem limitar os ganhos do setor. O Porto de Santos segue sendo estratégico para as exportações, concentrando mais da metade do açúcar a ser embarcado no país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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