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Exportação de milho: Brasil projeta embarque de 2,6 milhões de toneladas para janeiro

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O setor de exportação de cereais inicia o ano com projeções moderadas para o mercado brasileiro. De acordo com o levantamento mais recente do sistema line-up (programação de navios nos portos), o Brasil prevê o embarque de 2,647 milhões de toneladas de milho durante o mês de janeiro.

Os dados foram compilados pela consultoria Safras & Mercado e refletem a movimentação logística planejada para o primeiro mês de 2026.

Ritmo de embarques e comparação com dezembro

Até o dia 2 de janeiro, os registros indicavam que o volume previsto ainda não havia começado a ser efetivamente carregado nos navios. Esse montante projetado para o mês atual representa uma redução significativa em comparação ao desempenho de dezembro, quando o line-up sinalizou o embarque de 6,158 milhões de toneladas do grão.

Acumulado da temporada comercial 2025/26

Ao analisar o ciclo completo da temporada comercial, os números demonstram a robustez do fluxo brasileiro. No intervalo compreendido entre fevereiro de 2025 e a projeção para o final de janeiro de 2026, o Brasil soma um volume acumulado de 41,577 milhões de toneladas de milho destinadas ao mercado externo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uma pescadora “boa de briga”

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Itapissuma, no litoral norte de Pernambuco, é um daqueles lugares conhecidos pelas belezas naturais e pela riqueza cultural do seu povo. Terra da caldeirada, tem no cultivo e na coleta de ostras uma das principais fontes de renda. É lá que nasceu e cresceu a marisqueira Joana Rodrigues Mousinho.

Joana vem de uma grande família de pescadores artesanais. Ela e seus nove irmãos aprenderam o ofício com os pais. Desde cedo, conheceu os desafios da vida na pesca, mas também aprendeu que é possível tirar o sustento das águas.

“Cheguei muitas vezes à escola com fome. Para conseguir estudar, eu copiava os exercícios para os colegas na classe, porque eu gostava e gosto ainda de escrever. Mas eu só copiava para quem me desse dois caldos de cana e dois pães doce”, conta Joana.

Foi pelas águas que ela sustentou quatro filhos e ajudou a criar oito netos e seis bisnetos. Os ensinamentos são passados de geração em geração, mantendo as tradições e os saberes da pesca.

Joana foi a primeira mulher a presidir uma Colônia de Pesca no Brasil.
Joana foi a primeira mulher a presidir uma Colônia de Pesca no Brasil.
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A marisqueira sempre entendeu que viver da pesca tinha suas virtudes e seus desafios. “Vi meu pai com 70 anos de idade sem ter como se aposentar, doente em cima de uma cama após um AVC e não tinha ninguém para dar uma força”, lembra Joana. Mas isso não a esmoreceu, pelo contrário, serviu de impulso para que ela começasse a sua luta.

Ainda nos anos 1970, numa época em que a pesca artesanal era liderada totalmente por homens, Joana começou a lutar pela vida na colônia. “Enfrentei muita briga, levei porrada, dei porrada em homem, mas nunca abaixei a cabeça. E tenho muito orgulho do trabalho que eu faço”.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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