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Exportações brasileiras do agronegócio para os EUA caem 31,3% e impactam municípios produtores

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Queda expressiva nas exportações brasileiras para os EUA

As exportações brasileiras do agronegócio para os Estados Unidos registraram queda de 31,3%, o que representa uma redução de US$ 973,1 milhões na economia dos municípios produtores entre agosto e outubro de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. O recuo reflete os efeitos das sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos, que passaram a incidir sobre diversos produtos brasileiros.

Setores mais afetados

Os principais segmentos impactados incluem:

  • Cana-de-açúcar: a exportação de açúcar de cana em bruto praticamente cessou, com redução de 231 milhões de toneladas, gerando perda econômica de US$ 111,3 milhões no período.
  • Carne bovina in natura: tornou-se o setor mais afetado em outubro, com perdas acumuladas de US$ 169,6 milhões.
  • Produtos florestais: a celulose registrou retração de US$ 68 milhões em outubro, totalizando US$ 137 milhões de perdas no trimestre; o papel caiu US$ 36,7 milhões.
  • Café verde: exportações caíram 36,9 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 71 milhões em perdas.
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Municípios mais impactados

Alguns municípios brasileiros sofreram forte impacto econômico devido à redução das exportações:

  • Imperatriz (MA): queda de US$ 50 milhões
  • Santa Cruz do Sul (SC): perda de US$ 44 milhões
  • Três Lagoas (MG): redução de US$ 42 milhões
  • Campo Grande (MS): perda de US$ 36 milhões
  • Ituiutaba (MG): queda de US$ 34 milhões
Prefeituras buscam alternativas e apoio aos produtores

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que prefeituras têm sido procuradas por produtores afetados pelas novas tarifas. Segundo Paulo Ziulkoski, presidente da CNM:

“Os Municípios têm atuado para apoiar os produtores na busca por novos mercados. A principal preocupação está relacionada às possíveis perdas de empregos e à redução da arrecadação municipal. Qualquer redução de receita impacta diretamente a comunidade, não apenas os gestores.”

A entidade destaca a necessidade de estratégias locais para mitigar perdas econômicas e garantir que os municípios mantenham o suporte aos setores produtivos mais afetados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio brasileiro impulsiona negócios bilionários no SIAL Shanghai e fortalece exportações para a China

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O agronegócio brasileiro ampliou sua presença estratégica no mercado asiático durante o SIAL Shanghai 2026, uma das maiores feiras globais de alimentos e bebidas, realizada entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, na China. O evento reuniu compradores de 132 países e regiões e consolidou o Brasil como um dos principais protagonistas internacionais no setor de proteínas animais.

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, os contatos comerciais realizados durante a feira devem gerar US$ 45,5 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses. Apenas nos três dias de evento, as empresas brasileiras concretizaram US$ 3,25 milhões em vendas imediatas.

China segue como principal destino do agro brasileiro

A forte participação brasileira no SIAL Shanghai ocorre em meio ao avanço das exportações do agronegócio para a China, principal parceiro comercial do setor.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o mercado chinês respondeu por 32,7% dos US$ 169,2 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro em 2025.

O crescimento das vendas de proteína animal, especialmente carnes de frango, suína e bovina, vem ampliando a presença das agroindústrias nacionais em feiras estratégicas voltadas ao mercado asiático.

Proteína animal brasileira ganha destaque internacional

Entre os destaques da participação brasileira esteve a atuação da Associação Brasileira de Proteína Animal, que participou da feira em parceria com a ApexBrasil.

A entidade levou empresas brasileiras por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, reforçando a imagem da proteína animal brasileira no exterior.

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Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o evento é considerado estratégico para ampliar negócios e fortalecer a presença institucional do Brasil no mercado chinês.

De acordo com Santin, a feira funciona como uma plataforma de relacionamento direto com importadores, distribuidores e autoridades internacionais, permitindo destacar atributos como qualidade, segurança sanitária e confiabilidade dos produtos brasileiros.

Carne bovina brasileira amplia espaço na China

Outro destaque foi o projeto Brazilian Beef, coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes em parceria com a ApexBrasil.

O pavilhão brasileiro ocupou uma área superior a 1.200 metros quadrados e reuniu 24 empresas exportadoras, representando crescimento de 20% em relação à edição anterior da feira.

Segundo Roberto Perosa, presidente da ABIEC, a participação no SIAL Shanghai integra a estratégia de expansão da carne bovina brasileira no mercado chinês, com foco na geração de negócios e aproximação com importadores e distribuidores locais.

Feira internacional movimenta milhares de reuniões comerciais

De acordo com a organização do SIAL Shanghai, foram realizadas 13.978 reuniões de negócios durante os três dias de evento, consolidando a feira como uma das maiores plataformas globais de negociação para a indústria de alimentos e bebidas.

Compradores de diversos mercados internacionais participaram das rodadas comerciais, incluindo empresas dos Estados Unidos, Hong Kong, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Austrália.

No mercado chinês, grandes redes varejistas e plataformas de distribuição também marcaram presença, entre elas ALDI China, JD.com, SPAR China e Freshippo.

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Brasil amplia estratégia comercial no mercado asiático

A expansão internacional do agronegócio brasileiro não se limita à China. O setor também vem fortalecendo sua presença no Sudeste Asiático, considerado um dos mercados mais promissores para alimentos e proteínas.

Nesse contexto, o Brasil já confirmou participação na Food & Drinks Malaysia by SIAL, feira que será realizada entre 21 e 23 de julho, na Malásia.

O evento tem foco estratégico no mercado halal, segmento no qual o Brasil ocupa posição de liderança global. A expectativa é ampliar oportunidades comerciais diante do crescimento da demanda por alimentos certificados nos países asiáticos.

Na feira da Malásia, o projeto Brazilian Beef contará com espaço exclusivo e participação de empresas associadas, reforçando a estratégia de diversificação de mercados e expansão das exportações brasileiras no continente asiático.

SIAL Shanghai consolida papel estratégico para o agro global

Desde sua chegada à China, em 2000, o SIAL Shanghai transformou-se em uma das principais vitrines globais para inovação, networking e geração de negócios no setor de alimentos e bebidas.

Além de Xangai, a marca expandiu operações para países como Vietnã, Indonésia e Malásia, consolidando uma ampla rede de eventos voltados ao mercado asiático.

A próxima edição do SIAL Shanghai já está confirmada para acontecer entre os dias 18 e 20 de maio de 2027, mantendo a expectativa de fortalecimento das relações comerciais entre o agronegócio brasileiro e os mercados asiáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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