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Exportações de algodão do Brasil podem bater recorde histórico em junho, aponta Secex

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O Brasil caminha para registrar um novo recorde histórico nas exportações de algodão em pluma no mês de junho, impulsionado pelo forte ritmo de embarques e pela elevada disponibilidade do produto no mercado interno.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos 14 primeiros dias úteis do mês, o país exportou 146,8 mil toneladas de algodão. O volume representa média diária de 10,49 mil toneladas, avanço de 57,9% em relação às 6,64 mil toneladas registradas no mesmo período de junho de 2025.

Mantido o ritmo atual, as exportações brasileiras podem alcançar cerca de 220 mil toneladas ao longo de junho, o que superaria com folga o recorde anterior para o mês, de 160,4 mil toneladas, registrado em junho de 2024.

Brasil consolida regularidade nas exportações de algodão

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho atual reflete uma mudança estrutural no padrão de embarques do algodão brasileiro no mercado internacional.

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Nas últimas safras, o Brasil passou a operar com maior regularidade ao longo de todo o ano, reduzindo a concentração de exportações no segundo semestre — comportamento que era mais comum em ciclos anteriores.

Esse novo padrão reforça a posição do país como um dos principais fornecedores globais da pluma, com capacidade de atender de forma contínua a demanda internacional.

Disponibilidade elevada sustenta ritmo de embarques

De acordo com o Cepea, dois fatores principais explicam a manutenção do forte ritmo exportador mesmo em um período de entressafra: a ampla oferta de algodão em pluma disponível no país e a necessidade de escoamento do excedente produtivo.

Esse cenário tem permitido que os embarques brasileiros se mantenham em patamares elevados, mesmo em meses tradicionalmente marcados por menor disponibilidade do produto.

Embora o volume acumulado nos primeiros 14 dias úteis de junho ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio de 2026, o desempenho já supera em 10,6% o total exportado em todo o mês de junho do ano passado.

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Setor opera em novo patamar de competitividade

O comportamento recente das exportações reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, que vem ampliando sua eficiência logística e capacidade de atendimento ao mercado externo.

Para analistas do setor, a combinação entre alta produtividade no campo, infraestrutura de escoamento e competitividade internacional tem sustentado o avanço dos embarques e consolidado o país entre os principais exportadores globais da fibra.

Com o cenário atual, o algodão brasileiro segue com perspectiva positiva para o fechamento do mês, podendo estabelecer um novo recorde histórico e reforçar sua relevância no comércio internacional da pluma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: probabilidade de 75% de ser o evento climático mais forte registrado desde 1950

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Nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) sobre o El Niño/La Niña indica intensificação até o final de 2026. Conforme dados repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), há probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento climático muito forte durante a primavera e durante o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul. Também há probabilidade de 75% de ser o El Niño mais forte registrado desde 1950. 

A vida dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca e da aquicultura pode ser impactada diretamente pelo El Niño/La Niña. Isso ocorre devido às mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. 

No Norte e no Nordeste a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

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Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)  visando a preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

 

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

Com informações do INMET

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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