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Exportações de carne bovina começam março em alta e indicam força do Brasil no mercado internacional

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O setor de carne bovina brasileiro iniciou março de 2026 com sinais positivos, mostrando crescimento na receita, volume embarcado e preço médio das exportações. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país mantém forte presença no mercado global e reforça a importância do setor para o agronegócio nacional.

Receita média diária das exportações registra avanço

Nos primeiros cinco dias úteis de março de 2026, o Brasil exportou 59.986,7 toneladas de carne bovina, englobando produtos frescos, refrigerados e congelados, gerando uma receita de US$ 341,19 milhões.

A média diária de faturamento neste início de mês chegou a US$ 68,24 milhões, valor superior à média registrada em março de 2025 (US$ 55,52 milhões), quando se considera o mês completo. O aumento representa uma variação positiva de 22,9%, indicando aceleração das vendas externas já nos primeiros dias de março.

Volume exportado também cresce

O ritmo de embarques confirma o cenário positivo. A média diária de carne bovina exportada nos cinco primeiros dias úteis foi de 11.997,3 toneladas, acima da média diária de março de 2025, que foi de 11.328,9 toneladas.

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Apesar do período curto, os números indicam consistência e potencial para manter o desempenho ao longo do mês, consolidando o Brasil como um fornecedor global estratégico de proteína bovina.

Preço da carne bovina valoriza no mercado externo

Outro destaque do levantamento da Secex é a valorização do preço médio da carne exportada. Nos cinco primeiros dias úteis de março de 2026, o preço médio atingiu US$ 5.687,8 por tonelada, frente a US$ 4.900,4 por tonelada no mesmo período do ano anterior.

O aumento de 16,1% no preço médio reforça a competitividade do produto brasileiro e o fortalecimento da demanda internacional.

Cenário positivo para produtores e indústria

O desempenho inicial do mês evidencia um cenário favorável para produtores e indústria da carne bovina. A combinação de maior receita, aumento do volume exportado e valorização do preço por tonelada demonstra a continuidade da demanda global pelo produto brasileiro.

Especialistas apontam que, se o ritmo se mantiver nas próximas semanas, março de 2026 pode se consolidar como mais um mês expressivo para as exportações de carne bovina, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína.

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Influência do cenário macroeconômico

O ambiente econômico também impacta o desempenho das exportações. Conforme projeções recentes do Banco Central do Brasil, as expectativas para inflação e juros continuam influenciando custos de produção, câmbio e competitividade internacional, fatores que afetam diretamente o setor exportador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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