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Exportações de carne suína somam 85,9 mil toneladas até quarta semana de agosto/25

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O volume de carne suína fresca, refrigerada ou congelada exportado pelo Brasil atingiu 85,9 mil toneladas até a quarta semana de agosto de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (25). No mesmo período do ano passado, o volume exportado foi de 105,9 mil toneladas em 22 dias úteis de agosto/24.

Apesar da queda no total acumulado, a média diária de embarques registrou aumento. Até a quarta semana de agosto/25, a média ficou em 5,3 mil toneladas por dia, alta de 11,5% frente às 4,8 mil toneladas diárias exportadas no mesmo período de 2024.

Receita das exportações mostra avanço significativo

O faturamento obtido com as exportações de carne suína até a quarta semana de agosto/25 totalizou US$ 221,86 milhões, enquanto o mesmo período do ano anterior registrou receita de US$ 260,67 milhões.

A média diária de receita até esta semana de agosto alcançou US$ 13,87 milhões, representando um crescimento de 17% em relação à média diária de agosto de 2024, que era de US$ 11,85 milhões.

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Preço médio por tonelada registra valorização

O preço médio pago por tonelada de carne suína exportada até a quarta semana de agosto/25 ficou próximo de US$ 2.581, representando alta de 4,9% em comparação a agosto do ano passado, quando o valor médio era de US$ 2.459 por tonelada.

O aumento no preço médio indica que, apesar da redução no volume total exportado, o mercado tem apresentado demanda firme, refletindo uma valorização do produto brasileiro no comércio internacional

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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